Tempo de auxílio-doença conta para a aposentadoria?

A dúvida é muito frequente entre os segurados e vamos explicar neste artigo

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Uma dúvida muito comum entre as pessoas que contribuem com o INSS, principalmente quem, em algum momento da vida, teve que solicitar o auxílio-doença, é se o tempo que ela estiver recebendo o auxílio poderá contar para receber o benefício da aposentadoria.  

 A dúvida é muito comum, contudo só nos damos conta disso quando chega a hora de calcular o tempo de contribuição para se aposentar. Acompanhe essa leitura e sane a sua dúvida.

Leia também: Confira Situações Que Podem Levar O Indeferimento Do Auxílio Doença

O que é o auxílio-doença?

O auxílio-doença é um benefício por incapacidade devido ao segurado do INSS ser acometido por uma doença ou acidente que o torne temporariamente incapaz para o trabalho. Para substituir o salário que receberia no final do mês, este pode solicitar ao INSS o auxílio-doença. Existem dois tipos de Auxílio-doença: previdenciário e acidentário

O auxílio-doença previdenciário, também chamado de comum, possui algumas diferenças em relação ao auxílio-doença acidentário, onde o afastamento do trabalho decorre em função de um acidente de trabalho.

Imagem por @rawpixel.com / freepik
Imagem por @rawpixel.com / freepik

A principal diferença entre esses dois benefícios é que o auxílio-doença acidentário prevê a estabilidade do trabalhador por 12 meses após o retorno ao serviço, além de obrigar o empregador a continuar depositando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) enquanto durar o distanciamento das funções laborais.

O auxílio-doença previdenciário, por outro lado, não garante nenhum desses amparos ao profissional afastado do emprego.

Leia também: Auxílio Doença: Saiba Tudo Sobre Esse Benefício Do INSS

Tempo do auxilio conta para a aposentadoria?

Chegamos ao centro da questão que é o objetivo deste texto. A resposta para tal dúvida é sim, ou seja, esse período de afastamento por auxílio-doença pode sim somar para calcular o tempo de contribuição na hora que for se aposentar.

Portanto, o período em que o trabalhador se afastou deve sim se somar aos meses de contribuições normais. Só há uma pequena condição.

De acordo com a Lei nº 8.213/91, para que esse somatório seja possível, é preciso que o segurado faça uma contribuição ao INSS após o encerramento do auxílio-doença.

Como não há uma definição específica de quanto tempo, entende-se que apenas uma já é o suficiente para somar ao tempo de contribuição, logo após o retorno ao trabalho. 

Quem é CLT , basta o retorno às atividades laborais para que o tempo some na Carteira de Trabalho, considerando que a contribuição tem desconto automático da folha de pagamento. Já os contribuintes individuais, como autônomos, precisam retomar o pagamento da Guia da Previdência Social (GPS) após o fim do recebimento de auxílio-doença.

Se no caso o segurado estiver sob o auxílio-doença acidentário, quando seu afastamento ocorreu devido a um acidente de trabalho ou doença ocupacional, não é necessária essa contribuição posterior às atividades.

Se houver alguma dificuldade, sugerimos que procure um advogado especialista em direito previdenciário para lhe ajudar.

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