Grande parte das empresas passaram a ter presença digital desde o início da pandemia do Coronavírus.

Mas, atenção: ao ingressar no meio digital é de extrema importância prestar atenção ao tratamento dos dados e informações do negócio.

Por isso, a proteção de dados é tão importante para as empresas.

Para a advogada especialista em direito empresarial e dos negócios e sócia do Kuppas & Araújo Advogados Associados, escritório especializado em Inovação e Proteção de Dados, Ana Grabriela de Araújo Zadrozny, a preocupação com a privacidade e proteção de dados ganha cada vez mais força em todo o mundo.

As empresas possuem dados sensíveis, com informações de funcionários e empresas parceiras, que são de sua responsabilidade proteger.

“No entanto, vemos vários casos de vazamento de dados acontecendo mundialmente, gerando danos financeiros para as empresas, além de danos à imagem corporativa, que são os mais difíceis de recuperar”, diz.

Gabriela salienta que com as regras e normas existentes e com o surgimento de novas leis, como é o caso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas precisam desenvolver um programa de privacidade e de proteção de dados eficiente.

“Também é essencial estar em conformidade com a LGPD”, destaca.

A advogada revela que o primeiro passo é saber quais de suas atividades recolhem e armazenam dados pessoais, que tipos de dados são estes e como são utilizados e armazenados.

“A partir disso, a empresa deve trabalhar para melhorar as políticas de privacidade e de segurança, seguindo o que determina a lei. A implementação de um treinamento para a conscientização dos funcionários sobre o tema também é um passo essencial durante o processo. Além disso, o controle e o monitoramento dos dados devem acontecer diariamente, assim, a empresa minimiza as chances de vazamentos de dados”, aponta Ana Gabriela.

Pilares da Proteção de Dados

A especialista explica que, para que a privacidade e proteção de dados possa obter sucesso nas empresas, as organizações precisam ficar atentas aos três pilares que sustentam esse processo: confidencialidade, integridade e disponibilidade.

“A confidencialidade assegura que as informações de determinada empresa não sejam roubadas por cibercriminosos, ação que cresceu 330% em solo brasileiro, de acordo com um levantamento da empresa de segurança cibernética Kaspersky. Já a integridade faz parte do sistema de confiança da empresa, ou seja, é ter certeza de que tudo está seguro ao longo dos processos ou do ciclo de vida dos dados e informações na organização. Por último, a disponibilidade está relacionada ao fácil acesso aos dados na empresa, assim, é possível garantir que eles possam ser consultados a qualquer momento pelos colaboradores”, conclui Ana Gabriela, sócia do Kuppas & Araújo Advogados Associados.

Por: Ana Gabriela, sócia do Kuppas & Araújo Advogados Associados.