Influenciador digital: É possível fazer conteúdo para diversos temas?

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Ser um influenciador digital não é um trabalho tão simples quanto parece. Além de um smartphone e da coragem para falar com o público, também é essencial criar conteúdos diferentes e tratar de assuntos do interesse dos seguidores, pois o engajamento é o que traz o crescimento para o profissional dessa área.

A influenciadora Suzana Lira, que atua nas redes sociais há mais de 10 anos, conta que é possível trabalhar nessa área tendo interesse em diversos temas, independente do nicho abordado.

“Na vida real uma pessoa não tem interesse somente por uma única coisa. As mídias estão saturadas de conteúdo artificial, por isso ter uma marca pessoal que traz muitos materiais de qualidade de diferentes temas não é algo negativo”, ela ressalta.

Designed by @rawpixel / freepik
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Na verdade, esse tipo de conteúdo já é uma tendência adotada por muitos influenciadores e é classificado como lifestyle.

Isso porque trata de muitos assuntos presentes na vida das pessoas e a própria Suzana é adepta dele, uma vez que fala sobre beleza, moda e maternidade, entre outras questões pelas quais tem interesse.

Essa também pode ser uma vantagem no momento de garantir negócios e parcerias com outras marcas. Como produtor de conteúdo, apresentar um leque de opções para os seguidores aumenta as chances de publicação de posts patrocinados.

“Para grandes negócios pode ser interessante trabalhar diretamente com um nicho específico, mas um influencer que tem uma conexão real com seu público pode oferecer resultados ainda melhores”, diz Suzana.

Em contrapartida, abordar muitos assuntos também pode ser um problema, por isso é ideal ter cautela e autoridade nos temas.

No caso da influencer, que além de beleza e moda, também produz conteúdo sobre maternidade, marcas deixaram de realizar trabalhos por enquadrá-la apenas no nicho materno.

“Atualmente as pessoas tendem a separar as mães em um segmento à parte, em casa ou maternidade. Infelizmente esquecem que as mães não deixam de ser mulheres”, ela finaliza.

Por Suzana Lira