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Confira lista de itens danificados após invasão as sedes dos Três Poderes

Confira lista de itens danificados após invasão as sedes dos Três Poderes

09/01/2023 14h32 Atualizada há 1 ano
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Por: Esther Vasconcelos

Após a invasão aos três poderes em Brasília, neste domingo (8), onde "manifestantes" depredaram os prédios do Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto, o Governo divulgou uma lista de itens danificados.

Durante o ato, vidraças e móveis foram quebrados, obras de arte e objetos históricos, foram destruídos e armas e documentos roubados. Em nota o Palácio do Planalto ressalta que o acervo destruído representa a história da República e das artes brasileiras e parte importante do acervo artístico e arquitetônico.

Segundo o Planalto ainda não é possível divulgar um levantamento minucioso de todas as pinturas, esculturas e moveis que foram destruídos, o que foi divulgado se trata de uma avaliação preliminar feita pela equipe responsável.

Confira quais foram os estragos preliminares feitos até o momento.

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Térreo

Obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo, de 1995

Tal obra é uma representação da bandeira nacional hasteada em frente ao palácio. Vários pronunciamentos presidenciais já foram feitos neste cenário, a obra foi encontrada no chão coberta de água dos hidrantes abertos pelos manifestantes.

Galeria dos ex-presidentes

Nesta galeria estava retratos de todos os ex-presidentes da República do Brasil, após a invasão ela se encontra completamente destruída, com as fotos jogadas ao chão e as molduras quebradas.

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2° andar

No segundo andar do palácio se encontra o corredor que dá acesso às salas dos ministérios, que se encontram totalmente destruídas. Os quadros que ali havia foram rasurados, quebrados e fotos rasgadas.

Ainda não houve avaliação do valor das obras que foram destruídas, pois estão aguardando a perícia e a limpeza dos espaços para se ter acesso às obras.

Além de todos as obras de artes e objetos históricos, ainda existe uma lista de sofás, poltronas, Tvs, impressoras, vitrines, entre vários outros itens que foram destruídos.

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3º andar

Obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti

No 3° andar se encontra a obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti, essa é considerada a principal peça do Salão Nobre do Palácio do Planalto, após o ato de vandalismo ela se encontra com sete rasgos. Seu valor está estimado em R$ 8 milhões.

Obra “O Flautista”, de Bruno Jorge

Neste andar também se encontra a obra "O Flautista”, de Bruno Jorge, uma escultura de bronze, que agora está completamente em pedaços. A escultura é avaliada em R$ 250 mil.

Escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg

Outra obra de grande valor, quebrada em diversos pontos. A peça está estimada em R$ 300 mil.

Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck

A mesa onde Juscelino Kubitscheck trabalhou estava exposta no salão, que durante o ato foi usada de barricada.

Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues

Este é o móvel que abriga as informações do presidente em exercício, ela teve seu vidro quebrado.

Relógio de Balthazar Martinot

O item que está completamente destruído, se trata de um relógio de pêndulo do Século XVII, um presente da Corte Francesa para Dom João VI.

Atualmente existem apenas dois relógios deste autor, o outro possui a metade do tamanho da peça exposta no Planalto se encontra no Palácio de Versailles, o valor desta peça é considerado fora de padrão.

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Recuperação das obras

Rogério Carvalho, diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, diz que será sim possível realizar a recuperação de boa parte das obras destruídas, porém a restauração do Relógio de Balthazar Martinot ainda é incerta.

O diretor, afirma que o valor do que foi destruído é incalculável, não somente pelo material mas também pela história que todas as obras e objetos representam.

Ele ressalta que o acervo é a "representação de todos os presidentes que representaram o povo brasileiro" desde JK, ele diz que esse é o verdadeiro histórico. Segundo ele olhando pelo lado artístico, o Palácio do Planalto reúne um dos mais importantes acervos do país, principalmente com relação ao "Modernismo Brasileiro.”

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