Você conhece todas as curiosidades da profissão Contábil?

SÃO MATEUS, O PATRONO DA CONTABILIDADE

De origem judaica, nascido em Cafarnaum, recebeu de Alfeu, seu pai, o nomeLevi. Foi contabilista e um dos doze apóstolos de Jesus Cristo.

Mateus era um arrendatário de tributos (rendeiro) e atuava na área da Contabilidade Pública. Era necessário um rígido controle para o exercício da sua profissão, os quais se refletiam na formulação do documentário contábil, sua exibição e revelação. Não era bem visto pela sociedade, sendo considerado um pecador porque era um cobrador e arrecadador de tributos. O local onde os tributos eram pagos chamava-se Telônio e neste mesmo lugar também trocava-se moeda estrangeira (casa de câmbio).
Cafarnaum era cortada pelas principais estradas da Palestina. Jesus Cristo tinha especial simpatia por essa cidade, tendo nela pregado a sua doutrina. Na época, era uma província romana.
Em sua peregrinação, Cristo passou diante do Telônio de Levi, parou, e disse: “Segue-me”. No mesmo momento, Levi levantou-se e acompanhou o Mestre, abandonando seus lucrativos negócios. A partir do chamado troca de nome e de vida, deixa de lado as mordomias que o dinheiro lhe proporcionava e foca o rumo da sua vida para Deus (diz São Jerônimo que Levi, vendo Nosso Senhor, ficou atraído pelo brilho da divina majestade que fulgurava em seus olhos).
Convertendo-se ao cristianismo, adotou o nome de Mateus, que significa “o dom de Deus”. Mateus foi o primeiro dos quatro evangelistas. Antes de sua conversão era o mais instruído e rico de todos. Escreveu o relato das pregações de Cristo por volta dos anos 50 d.C. na língua siro-chaldaico. O seu evangelho é considerado o mais completo, bonito e organizado, deixando uma grande obra como escritor evangelista.
Assim que recebeu o dom da sabedoria, saiu por várias regiões para a difusão religiosa. Pregou, em primeiro lugar, na própria Palestina, e em seguida, dirigiu-se à Arábia e Pérsia, deslocando-se finalmente para a Etiópia, onde encontrou a morte.
São Mateus foi proclamado “Celeste Patrono dos Contabilistas” em 06 de agosto de 1953, por iniciativa dos Colégios de Contabilistas Italianos.
Sendo assim, no dia 21 de Setembro comemoramos o Dia de São Mateus, Santo Padroeiro dos Contabilistas.

SÍMBOLOS DA CONTABILIDADE

 

Caduceu de Mercúrio, o Logotipo da Contabilidade

 

 

O caduceu é um bastão de ouro entrelaçado com duas serpentes, que na parte superior tem duas pequenas asas ou um elmo alado. Sua origem se explica racional e historicamente pela suposta intervenção de Mercúrio diante de duas serpentes que lutavam, as quais se enroscavam em seu bastão. Os romanos utilizavam o caduceu como símbolo do equilíbrio moral e da boa conduta:

 

O Bastão: simboliza o poder de quem conhece a Ciência Contábil, que tem por objeto o patrimônio de quaisquer entidades;
As Serpentes: simbolizam a sabedoria, isto é, o quanto se deve estudar antes de agir, para escolher o caminho correto e ao mesmo tempo mais vantajoso para o cliente;
As Asas: símbolo da diligência, ou seja, a presteza, a solicitude, a dedicação e o cuidado ao exercer a profissão;
O Elmo: peça de armadura antiga que protegia a cabeça. Significa aproteção aos pensamentos baixos que leva a ações desonestas.
O caduceu é, na atualidade, a insígnia do bispo católico ucraniano. Do ponto de vista dos elementos, ele representa sua integração, correspondendo o bastão à terra, as asas ao ar, as serpentes à água e ao fogo (movimento ondulante da onda e da chama).
A antiguidade do símbolo é muito grande e encontra-se na Índia, gravado nas lápides de pedra denominadas nagakals, uma espécie de ex-votos que aparecem à entrada dos templos. Erich Zimmer deriva o caduceu da Mesopotâmia, onde pode ser visto na taça sacrifical do rei Gudea de Lagash (2.600 a.C.). Apesar da longínqua data, o autor mencionado diz que o símbolo é provavelmente anterior, considerando os mesopotâmicos as duas serpentes entrelaçadas como símbolo do deus que cura as enfermidades, sentido que passou à Grécia e aos emblemas de nossos dias.
Do ponto de vista esotérico, o bastão do caduceu corresponde ao eixo do mundo e suas serpentes aludem à força Kundalini que, segundo os ensinos tântricos, permanece adormecida e enroscada sobre si mesma na base da coluna vertebral (símbolo da faculdade evolutiva da energia pura).
Segundo Schneider, os dois S formados pelas serpentes correspondem à doença e à convalescença. Em realidade, o que define a essência do caduceu é menos a natureza e o sentido de seus elementos que sua composição. A organização, por exata simetria bilateral, como a balança de Libra, ou na trindade da heráldica (escudo entre dois suportes), expressa sempre a mesma ideia de equilíbrio ativo, de forças adversárias que se contrapõem para dar lugar a uma forma estática e superior.
No caduceu, este caráter binário equilibrado é duplo: há serpentes e asas, que ratificam esse estado supremo de força e autodomínio (e, consequentemente, de saúde) no plano inferior (serpentes, instintos) e no superior (asas, espírito). A antiguidade, inclusive a grega, atribuiu poder mágico ao caduceu. Há lendas que se referem à transformação em ouro de tudo o que era tocado pelo caduceu de Mercúrio (observe-se a antecipação que a associação dos nomes determina, com respeito à alquimia) e a seu poder de atrair as almas dos mortos. Mesmo as trevas podiam ser convertidas em luz por virtude desse símbolo da força suprema cedida a seu mensageiro pelo pai dos deuses.

O bastão de Mercúrio passou a ser símbolo de tudo o que ele protegia. Para os contabilistas, o caduceu simboliza a proteção às riquezas e ao comércio, por meio de orientação, ética e zelo. Estilizado para a Contabilidade, encimado pelo capacete de Mercúrio, o caduceu revela a agilidade representada pelas asas.
Adaptado de CRCSP (www.crcsp.org.br)

 

ANEL DO CONTABILISTA

O anel do profissional da Contabilidade simboliza e exterioriza o compromisso, a aliança, a união do profissional com o conhecimento científico contábil, o campo do saber e sua disposição de aplicá-lo em benefício da comunidade em que vive, engrandecendo e valorizando sua profissão e enaltecendo sua pátria.

 

O anel do contabilista é um agregado de símbolos que deve sugerir ao seu portador lembranças importantes, relativas ao desempenho profissional específico de sua área, não havendo distinção entre o anel do Contador e do Técnico em Contabilidade.
Nas profissões, os anéis representam os graus que conseguimos, ou seja, evidenciam que nos qualificamos em determinado campo do conhecimento.
Como a aliança representa a constituição matrimonial, e os escudos representam as associações ou entidades, da mesma forma, os anéis são peças representativas, e enquanto “anéis de grau” identificam as profissões que dependem de estudos.
O anel do contabilista é um conjunto de símbolos que sugere significações ligadas à lei, à proteção da sociedade, além do conhecimento científico-contábil.
Sua estrutura é toda em ouro e possui como pedra principal a turmalina rosa clara, que simboliza a afinidade com a lei. Aos brilhantes atribui-se uma simbologia cultural, associada ao valor das pedras brutas preciosas, que, após polidas, tornam-se pedras nobres.
O aro apresenta, de um lado, o Caduceu de Mercúrio, que é a insígna do Deus do Comércio (bastão que representa o poder, com duas serpentes entrelaçadas, simbolizando a sabedoria e o capacete com duas asas que representam atividade e diligência). Do outro lado do aro, estão as Tábuas da Lei com a legenda “LEX”, em platina ou ouro branco que advém da antiga tradição judaica de que a lei foi entregue por Deus a Moisés em tábuas, contendo os Dez Mandamentos.
Sendo assim, o anel do contabilista é um conjunto de símbolos que sugere significações ligadas à lei, à proteção da sociedade, além do conhecimento científico-contábil.
No Brasil, ele vem desde o tempo dos “peritos-contadores” (há mais de 50 anos), e desde seu aparecimento possui as seguintes características:
Estrutura em ouro;
Pedra principal na cor rosa forte (rubislite);
Ladeando a pedra principal, dois brilhantes, um em cada flanco;
Em uma lateral, a tábua da lei em platina ou ouro branco;
Em outra lateral, o caduceu estilizado em platina ou ouro branco.
OBS.: O nome rubislite vem da Escócia, do termo rubislaw e foi dado por Heddle em 1879. A cor eleita provém da semelhança com a do Direito (o rubi), dadas as ligações doutrinárias que no início do século existiam entre a Contabilidade e o Direito, a ponto do anel ter de um lado a Tábua da Lei, e do outro, o Caduceu.
Adaptado de CRCPB (www.crcpb.org.br) e assuntocontabilidade.blogspot.com.br

Estátua do Deus Mercúrio

Dono do caduceu, objeto mágico capaz de transformar em ouro aquilo que tocasse, o deus Mercúrio foi escolhido como um dos símbolos da Contabilidade, ciência que garante a gestão eficiente dos negócios. Cultuado como o deus propiciador da fortuna, Mercúrio representa o papel exercido pelos Profissionais da Contabilidade nas empresas.
Chamado de Hermes pelos gregos, Mercúrio é filho do deus Zeus e da ninfa Maia e irmão de Apolo. Por ter gênio para a permuta desde o nascimento, Mercúrio é também o deus do comércio. Seu talento com as palavras rendeu-lhe o título de deus da eloquência e a função de mensageiro de Zeus.
Mercúrio era o deus mais ocupado, possuindo mais encargos do que os demais. Sua importância fica demonstrada pela frequência com que ele aparece na mitologia.
Inteligente e perspicaz, inventou a Lira, feita com casco de tartaruga. O instrumento musical foi dado a Apolo, que se encantou com o objeto e, como retribuição, presenteou o irmão mais novo com o caduceu.
Este objeto, que para os romanos indicava equilíbrio moral e boa conduta, também é um símbolo da Contabilidade. O caduceu é formado por um bastão, duas serpentes, um elmo e um par de asas que expressam, respectivamente, poder, sabedoria, diligência e pensamentos elevados.
Fonte: CRCSP (www.crcsp.org.br)

DIA DO CONTADOR E DIA DO CONTABILISTA

22 de Setembro – Dia do Contador

Foi escolhido como dia do contador o dia 22 de setembro (Dia do Bacharel em Ciências Contábeis), por ter sido criado, nesta data, em 1945, o Curso de Ciências Contábeis.
A criação da data homenageou a criação do curso de Ciências Contábeis na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ou seja, a data marca um fato histórico: a criação do primeiro curso de Ciências Contábeis no Brasil, com a assinatura do Decreto-lei nº 7.988, em 22 de setembro de 1945, pelo então presidente Getúlio Vargas.
Antes, havia dois cursos técnicos: o de Contabilidade e o de Contador, mas nenhum com validade de ensino superior. O documento assinado por Vargas determinou a criação de um curso com duração de quatro anos e seguindo regime anual. Do primeiro ao terceiro ano, o aluno deveria cursar cinco disciplinas. No último ano de estudo, eram ministradas seis disciplinas.
“O fato de escolherem um dia para homenagear o Contador mostra a importância desse profissional. A formação em nível superior permite a atuação em áreas como Perícia e Auditoria, que requerem maior especialização. É uma justa homenagem que a comemoração seja na mesma data da criação do primeiro curso de Ciências Contábeis do País”, declarou o presidente do CRC SP, Luiz Fernando Nóbrega.
OBS.: O termo contador refere-se, apenas, ao profissional com Bacharelado em Contabilidade.

25 de Abril – Dia do Contabilista

“Trabalhemos, pois, bem unidos, tão convencidos de nosso triunfo, que desde já consideramos 25 de abril o Dia do Contabilista Brasileiro”.
Com esta frase, dita no meio de um discurso de agradecimento a uma homenagem que recebia dos profissionais contábeis, o senador e Patrono dos Contabilistas, João Lyra, instituiu o Dia do Contabilista, prontamente adotado pela classe contábil e, atualmente, oficializado em grande número de municípios. Era o ano de 1926.
Em dezembro do ano anterior, João Lyra havia sido eleito presidente do Conselho Perpétuo dos Contabilistas Brasileiros e, em toda a sua vida parlamentar, propôs e fez aprovar várias leis em benefício da profissão contábil.
Em seu discurso de agradecimento, Lyra homenageou outro grande Contabilista, Carlos de Carvalho: “Quando, em 1916, justifiquei, no Senado Federal, a conveniência de se regularizar o exercício de nossa profissão, acentuada a merecida e geral confiança que adviria do abono da classe, por seus mais circunspectos representantes, à capacidade moral e técnica dos Contadores, foi o grande e saudoso mestre paulista uma autoridade sem equivalente no Brasil, como bem disse o senhor Amadeu Amaral, quem me endereçou os primeiros e os mais desvanecedores protestos de apoio e de solidariedade”.
O Dia do Contabilista foi oficialmente instituído pela Lei Estadual nº 1.989, em 23 de maio de 1979.
Em abril de 2012, o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) determinou que o Sistema CFC/CRCs passasse a substituir o termo Contabilista, por Profissional da Contabilidade.
De acordo com ofício dirigido aos CRCs, “a alteração da terminologia… deve-se ao processo de modernização da profissão. A edição da Lei nº 12.249/2010, publicada no dia 14 de junho de 2010, representou um marco nesse processo”.
O ofício informava também que “o Plenário do CFC deliberou pela substituição do termo Contabilista por Profissional da Contabilidade, quando houver referência conjunta a Contadores e Técnicos. Esta decisão vem sendo respeitada, inclusive, nos conteúdos das normas editadas pelo CFC”.
No memorial da gestão presidencial 1991/1995, do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo, encontra-se o seguinte texto: “Em 25 de abril comemora-se em todo o Brasil o Dia do Contabilista. A data foi criada em 1926 durante um almoço realizado em São Paulo em homenagem ao Senador João Lyra, que havia consolidado conquistas da Classe no Senado Federal.”
Aos poucos, as comemorações foram ganhando força em todos os estados até esta data se tornar nacional. Atualmente, o dia 25 de abril é utilizado pelas várias entidades representativas do meio contábil e pelas escolas como uma oportunidade para congregar os profissionais e refletir sobre o presente e futuro da Contabilidade no Brasil.

OBS.: O termo contabilista é usado para designar o profissional com Bacharelado em Contabilidade ou o Técnico em Contabilidade.

Adaptado de CRCRJ (www.crc.org.br) e CRCSP (www.crcsp.org.br).

HINO DA CONTABILIDADE

O Hino da Contabilidade foi criado na gestão do presidente Raulino Filho com letra e música de Isis Maria M. Raposo Castelo Branco e interpretação de Lucia Alvino.
“Salve nossos contadores
que trabalham com valor,
e são grandes lutadores,
com esmero e com ardor,
ajudando nosso Brasil,
a crescer e se elevar,
com afeto varonil
para a pátria exaltar.
Procuremos todos unidos,
Nosso dever bem cumprir,
Elevando nossas finanças
A grandeza do porvir!
Seguindo as leis trabalharemos,
Com inteligência e prazer,
A vitória conquistaremos,
Para o progresso acontecer,
E teremos recompensados,
O esforço da união,
E teremos conquistado,
O respeito da nação.”

JURAMENTO DO TÉCNICO EM CONTABILIDADE

Na formatura, os formandos do curso técnico de contabilidade fazem o seguinte juramento:

“Ao receber o meu diploma de Técnico em Contabilidade, juro, perante Deus e a sociedade, exercer a minha profissão com dedicação, responsabilidade e competência, respeitando as normas profissionais e éticas.

Juro pautar minha conduta profissional observando sempre os meus deveres de cidadania, independentemente de crenças, raças ou ideologias, concorrendo para que meu trabalho possa ser um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento da sociedade e o progresso do país.

Comprometo-me, ainda, a lutar pela permanente união da classe contábil, o aprimoramento da ciência contábil, a evolução da profissão e a realizar esforços para a continuidade de minha formação contábil.”

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