BC limita opção de período noturno para transações via Pix

De acordo com o documento, a pedido do usuário final, “o período noturno poderá compreender entre 22 horas e 6 horas”.

Publicada pelo Banco Central nesta segunda-feira, 22 de novembro, uma instrução normativa que altera a escolha de definição do horário de período noturno para operações via Pix.

De acordo com o documento publicado no DOU (Diário Oficial da União), a pedido do usuário final, “o período noturno poderá compreender entre 22 horas e 6 horas”.

Período noturno refere-se ao momento entre as 20h e 6h, em que o cliente só pode fazer transações via Pix com o limite de R$ 1.000.

Antes da nova regra, o consumidor poderia iniciar o horário noturno entre 20h ou 23h59.

Sendo assim, se o cliente não informar que deseja alterar o horário padrão, seu limite de transações irá mudar a partir das 20h, podendo estendê-lo até as 22h.

O Banco Central ainda destacou que, “Dada a dificuldade de implementação, uma vez que um usuário poderia escolher por exemplo 21h05, outro 22h17 etc, decidiu-se alterar a Instrução Normativa para delimitar melhor a customização, assim, o usuário poderá optar ter o horário noturno pela regra (20h às 6h) ou escolher adotar o horário de 22h às 6h”.

A mudança ocorreu por motivos de segurança, já que aumentaram o número de fraudes, golpes e crimes violentos, como sequestro relâmpago nos últimos meses.

A instituição financeira explicou que, “O BC acompanha todos os sistemas no seu perímetro regulatório e há efeitos colaterais no Pix, assim como há com cartões de créditos. Após monitorar e fazer um diagnóstico preciso e avaliar os custos, como fraudes, golpes e crimes, como sequestros relâmpagos, entendemos que era necessário fazer uma intervenção”.

O cliente ainda pode alterar esse limite de R$ 1.000 pelos canais de atendimento das instituições financeiras, mas por motivos de segurança, o aumento do valor só entrará em vigor entre 24 a 48 horas após a efetivação do pedido.

Pois se algum criminoso solicitar uma mudança nesse limite, passará por um período de análise pela instituição financeira, para que possa ser confirmada a identidade do solicitante que ainda pode ser suspenso pelo banco se for considerado suspeito.

Além disso, as organizações participantes devem fornecer essa opção de customização por meio dos aplicativos em “Meus Limites”, antes do dia 29 de julho de 2022.

No último dia 16, o Pix completou um ano e segundo o Banco Central, ainda são necessários alguns ajustes para tornar o programa mais eficiente.

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