Construir uma fonte de renda extra após deixar de trabalhar ativamente é muito importante e deve ser alvo de preocupação de muitas pessoas, alerta especialista

Com as discussões políticas a respeito da iminente reforma da previdência, muitas pessoas passaram a ter dúvidas e a pensarem sobre o momento da aposentadoria. Porém, muitos brasileiros não se preocupam em obter uma renda extra. Pesquisa da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) aponta que 81% dos entrevistados dependem exclusivamente do benefício do INSS quando param de trabalhar, enquanto apenas 19% têm planejamento para alcançar os seus objetivos.

Construir uma fonte de renda extra após deixar de trabalhar ativamente é muito importante e deve ser alvo de preocupação de muitas pessoas, alerta Danilo Ardenghi, sócio-fundador da plataforma de investimentos personalizados Mais Retorno. “Muitos fatores têm que ser avaliados para construir um planejamento de aposentadoria, e o mais importante é que o cidadão procure um especialista no assunto para lhe auxiliar”, afirma.

De modo a ajudar aqueles que começaram a se preocupar em obter uma renda extra no momento em que deixar de trabalhar, Ardenghi listou cinco alternativas de aplicações financeiras para quando o momento da aposentadoria chegar. Veja:

Previdência Privada
Existem planos de previdência privada com valores baixíssimos para se iniciar uma carteira, até quantias de dinheiro muito grandes. A grande vantagem deste investimento é que o investidor se torna responsável direto por seus aportes e sua aposentadoria, sem depender de terceiros. É muito importante cuidar com as taxas do plano de previdência. O ideal é procurar corretoras independentes que são bem competitivas nestes custos, que se não bem observados podem minar o rendimento do investidor.

Fundos Imobiliários
Por ser um ativo gerador de renda, e com seus rendimentos isentos de pagamento de imposto de renda, se tornam uma excelente alternativa, visto que possuem imóveis de alto padrão, bem localizados e com uma diversidade de imóveis. É uma maneira simples de receber aluguéis de diversos imóveis, mesmo sem ter a quantia de dinheiro para tal. Hoje, é possível investir em fundos imobiliários à partir de R$ 100, e o rendimento do aluguel varia entre 0,2% a 0,6% ao mês. Por ser negociado em bolsa, é importante se atentar às taxas ao investir neste produto.

Ações
O investimento em ações está atrativo neste momento de bolsa em alta, e o mercado financeiro está entre os que possui maior potencial de rentabilizar uma carteira. Comprar uma ação é bem simples. Assim como o fundo imobiliário ou previdência privada, basta ter um cadastro em uma boa corretora de valores e comprar através do Home Broker. Quem não sabe como escolher as ações de sua carteira, o melhor caminho é escolher alguns fundos de ações negociados na bolsa que contemplam o investimento em várias ações, como é o caso do BOVA11, DIVO11, PIBB11. O maior risco deste investimento é ele se desvalorizar em algum momento, por isso, o ideal é que seja escolhido por pessoas com perfil arrojado ou agressivo, que buscam uma maior rentabilidade no mercado financeiro.

Imóveis
Ter uma carteira de imóveis costuma ser um bom investimento para ter renda e até valorização do capital, visto que ao longo de um prazo grande, se bem localizados os imóveis tendem a se valorizar. O problema deste investimento é que é necessário um valor mais alto para começar a investir, e muito mais para conseguir diversificar a carteira de imóveis. Quem não possui de todo este capital consegue participar deste mercado através dos fundos imobiliários. O rendimento se dá através do aluguel cobrado mensalmente, ou com a venda de imóveis que se valorizaram. Um cuidado que o investidor deve ter é com a vacância, ou seja, ter imóveis sem inquilinos, pois nesse caso, ao invés de gerar renda o imóvel passa a gerar um custo extra.

Títulos Públicos
É possível investir em Notas do Tesouro Nacional do tipo B, pois elas protegem o capital do investidor da inflação. Quem deseja renda, pode escolher as notas com pagamentos de juros semestrais, ou seja, estas notas depositarão na conta do investidor a cada semestre a rentabilidade dos cupons. É um excelente investimento para se proteger da inflação, e o maior cuidado que investidor deve ter é escolher uma instituição que não cobre taxas de custódia sobre investimentos em títulos públicos. A maioria das corretoras já não a cobram de seus clientes. O risco ao se investir no Tesouro Nacional é o menor do mercado brasileiro, entretanto, é importante salientar que até a data de vencimento estes títulos podem ter variações grandes de preço, comprometendo o capital principal de quem deseja resgatar antes da hora, por isso, o ideal é investir para resgatar principalmente no vencimento do título.