Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo pede melhorias no ensino de Ciências Contábeis



Vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho está preocupado com a formação de novos profissionais e faz apelo a professores e instituições acadêmicas

Em encontro com profissionais da área acadêmica realizado no dia 28 de novembro de 2015, na sede do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP), o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, José Donizete Valentina, fez apelo aos professores e dirigentes de instituições de ensino pedindo melhorias nos cursos de Ciências Contábeis. “Atualmente estamos vivendo dias difíceis no Brasil devido à má gestão dos seus recursos e carência de novos líderes que nos guiem para uma era de desenvolvimento e sustentabilidade. Por isso precisamos repensar a educação em nosso país”, disse.

Segundo Donizete, o mercado vive hoje uma grande dificuldade na contratação de mão obra qualificada. “A informação nunca esteve tão disponível e acessível e, mesmo assim, vemos pouco desenvolvimento na área da pesquisa e desenvolvimento, que nos permita produzir bens e serviços de alto valor agregado, que possamos exportar para todo o planeta, e não ser apenas o principal consumidor desses itens produzidos por empresas estrangeiras”, afirmou.

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A pergunta que fica é: por que não estamos conseguindo formar esses novos líderes, que sejam também profissionais criativos, críticos, inovadores, empreendedores e comprometidos com a cidadania, com o bem-estar social e com um desenvolvimento sustentável? “Nossa única certeza é que a solução está na educação, mas ainda é preciso superar alguns entraves.”

Para Donizete, o país não poderá atingir a qualidade almejada no âmbito acadêmico enquanto houver gestores de instituições de ensino mais comprometidos com o capital e o lucro do que com a educação; professores mal remunerados e pouco preparados para as disciplinas que ministram; ótimos coordenadores, mas sem autonomia e condições para implantar novos projetos; metodologias e programas de ensino que pouco contribuem para a formação do aluno para a vida e o mercado; falta de pesquisas para saber quais são as melhores metodologias a serem utilizadas e também como fazer para aplicá-las; produção acadêmica (TCCs, dissertações e teses) que se resumem na maior parte a citações de autores e bibliografias, em um copia-e-cola que não agrega quase nada de pesquisa e inovação; educadores especialistas, mestres, doutores ou pós-doutorados que ostentam maravilhosos currículos, mas que muito pouco contribuem para a educação dos seus alunos.

Reconhecendo a existência de algumas ilhas de excelência, Donizete afirma que elas estão cercadas por um mar de comodismo e dificuldades: “Não teremos chance de formar essa nova geração se não tivermos uma educação baseada em metodologias ativas e inovadoras, se não entendermos que o mundo mudou e que as formas de relacionamento e de percepção e transmissão do conhecimento também mudaram, que o jovem quer uma educação rápida, prática e conectada. Por isso, precisamos ouvi-los e aprender com eles antes de fazer qualquer tipo de juízo”.

Para Donizete, o curso de Ciências Contábeis pode ser o instrumento de transformação dessa nova geração, formando profissionais que sejam grandes líderes, excelentes gestores, grandes pesquisadores e fantásticos empreendedores.

“Em nossas instituições de ensino, temos que lembrar que as pessoas que serão os gestores para conduzir o país para seu grandioso futuro estão sentadas nas carteiras bem à nossa frente e compete a nós, profissionais da educação, sermos capazes de gerar condições para que esses seres humanos incríveis e maravilhosos alcancem esse objetivo”, afirmou, lembrando que “a educação é a profissão mais importante que existe e que o professor é o grande agente de transformação”.

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