Governo Federal corta 98% dos recursos para o Casa Verde e Amarela. Veja quem será afetado

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O grupo de baixa renda que se enquadra na faixa 1 do programa habitacional, serão os mais afetados.

Segundo informações do Governo Federal, haverá um corte de 98% dos recursos destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que é responsável pelo financiamento da faixa 1 do Casa Verde e Amarela. Desse modo, o orçamento destinado ao projeto terá uma redução de cerca de  R$1,5 bilhões.

Diante disso, as pessoas que pertencem à faixa 1 não conseguiram participar do projeto. Sendo esse grupo composto por famílias que possuem uma renda mensal de no máximo R $2.600. 

Sob justificativa financeira, a medida veio por parte do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), surpreendendo até o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), responsável pelo custeio do programa.

Impactos da redução dos recursos

Segundo Evanilza Lopes, militante da União dos movimentos por Moradia (UMM), esta medida vai afetar, principalmente, à população mais pobre, podendo até mesmo ter um aumento das populações em situação de rua. Isto porque, além do cenário pandêmico atual e do crescente desemprego no país, o corte irá impedir a conclusão das obras de mais de 200 mil unidades habitacionais.

Além disso, a decisão do presidente que deixou o programa habitacional com apenas R$ 27 milhões (Inicialmente R$ 1, 540 bilhões), deve afetar consideravelmente o setor, afetando mais de 250 mil empregos diretos e 500 mil indiretos ou induzidos, segundo José Carlos Martins, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic).

Ainda nesse sentido, José Carlos Martins pontua que a medida é uma “loucura”, considerando, que além dos impactos sociais, o retorno do custeio das obras sairá ainda mais caro. 

“No momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto em lugar algum. Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional para que possa reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos”, completou, em nota, José Carlos. 

Conteúdo por Lucas Machado