Nos últimos quatro anos, a Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) ajudou a identificar cerca de R$ 22 bilhões com indícios de ilegalidade e corrupção.

As 34 unidades espalhadas por todo o Brasil trabalharam em 2.196 casos suspeitos e produziram 2.785 relatórios para que as autoridades judiciais pudessem, em seguida, capturar criminosos e recuperar o dinheiro desviado.

De 2011 a julho de 2014, a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ/MJ), por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), investiu R$ 32,6 milhões na Rede-Lab com a compra de unidades de análise de dados e apoio nas investigações sobre o crime organizado.

Só em 2014 foram inaugurados 15 novos LABs. Outros nove entrarão em funcionamento no primeiro semestre de 2015. Ao todo serão 43. As unidades estão instaladas na Polícia Federal, nos Ministérios Público Federal e estaduais, nas secretarias de Segurança e na Receita Federal.

Idealizados pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), os laboratórios são unidades equipadas com alta tecnologia para a análise de grandes volumes de dados.

Eles subsidiam investigações criminais que precisem de análises de movimentações bancárias e de levantamento de patrimônio ilegal dos investigados, ajudando na descapitalização dos criminosos e na recuperação dos ativos ilícitos.

O primeiro LAB-LD foi instalado em 2007 no Ministério da Justiça, no DRCI, que hoje coordena a Rede-LAB. A replicação deste modelo começou em 2009, quando foram assinados os primeiros acordos de cooperação.

O Ministério da Justiça adquire e disponibiliza equipamentos e sistemas, treina as equipes e orienta sobre as melhores práticas de gestão, análise e tecnologia. O órgão contemplado disponibiliza espaço físico e os técnicos que atuarão nas análises do laboratório. (Informações Agência Brasil)

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