De que maneira as empresas estão se preparando com o fim do emissor gratuito?

A partir de 2017, quem vende produto não poderá mais contar com atualizações do emissor gratuito de NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) da Sefaz. Como você está se preparando? Foi isso que perguntamos a empreendedores. Para não enfrentar problemas quando janeiro chegar, a dica é começar desde já a buscar alternativas – recomendação, aliás, que é feita pela própria Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz).

Fim do emissor gratuito: você está preparado?

A justificativa da Sefaz, responsável pelo desenvolvimento e manutenção do software, para descontinuar o aplicativo aponta a adesão das empresas a outras soluções, deixando de lado a opção gratuito. Levantamento do órgão indica que 92,2% das notas eletrônicas são geradas no Estado por emissores próprios.

Desenvolvido desde 2006 pela Sefaz de São Paulo, o emissor é oferecido para download pelas Sefaz de todos os estados, mais o Distrito Federal — onde, aliás, é possível emitir nota de serviço com o emissor.  O anúncio da decisão foi feito em abril.

Muita gente ainda não sabe ou não se organizou para encontrar a melhor alternativa ao emissor. O que fazer após a indisponibilidade do emissor? Para identificar se os empreendedores já estão se acostumando com a ideia, perguntamos a donos de pequenos negócios de todo Brasil para colher depoimentos sobre como eles estão lidando com a situação.

Diferentemente do apurado pela Sefaz, entre aqueles que responderam ao levantamento, 73,3% afirmaram que ainda usam o sistema sem custos para emissão da NF-e. Já entre os participantes que responderam “não” ao questionamento, apenas 25% sempre preferiram outra solução que não o aplicativo gratuito.

O que pode explicar a disparidade nos resultados é que o levantamento do órgão paulista considera o total de notas geradas, mas há diversos negócios que realizam poucos lançamentos do tipo por mês. Ou seja, apesar de o número de NF-e emitidas pelo aplicativo ser baixo, muitas ainda são as micro e pequenas empresas que o utilizam.

Entre os participantes, há relatos variados contra o fim do emissor, defendendo que o órgão paulista reveja a decisão. Graziela Zan, da Grazi Cosméticos, por exemlo, diz: “Minha empresa é pequena com emissão de poucas notas fiscais mensais”.

O entendimento é o mesmo de Solismar Portella, da Chapecau Reparações Automotivas: “Não acho que a Sefaz devesse deixar de fornecer o emissor gratuito, pois pela quantidade de notas que preciso emitir, e acredito que a grande maioria de oficinas que tem como principal cliente a propria oficina, não tenho necessidade de ter meu proprio emissor, pois as vendas, independente do volume, são concentras, exigindo poucas notas”.

Será que a crise atrapalha investimento em novo sistema?

O investimento em um novo sistema é visto com cautela pelos participantes de nossa consulta. O momento de instabilidade política e econômica do país é uma das justificativas apresentadas para adiar a adoção de um software para emissão de notas. Afinal, trocar um sistema gratuito por um emissor pago não parece uma boa ideia para o negócio. Será mesmo?
 

 
Segundo relata Douglas Gayo, da Vettor Gestão Empresarial, é justamente o contrário: o investimento se mostra vantajoso no cenário atual, pois não há tempo a perder em atividades operacionais. “Precisamos canalizar o tempo gerindo nossa empresa da melhor forma possível e um sistema de gestão permite isso”, afirma, destacando que todo o faturamento da empresa é realizado de forma automatizada.

Diante desse exemplo, é válido ao empreendedor se questionar: será que a decisão da Sefaz-SP, que a princípio parece ruim para as finanças do negócio, não pode servir de estímulo para organizar toda a parte tributária e financeira da empresa em um só sistema?

Nessa análise, o micro e pequeno empresário deve considerar que, ainda que precise pagar por um programa de gestão, não o fará apenas pelo serviço de emissão de notas fiscais. No sistema da ContaAzul, por exemplo, essa é apenas uma das tarefas realizadas.

Controle financeiro de receitas e despesas, fluxo de caixa, integração bancária, emissão de boletos, organização de cadastros de clientes, de vendas e do estoque são outras das operações disponíveis. Dessa forma, o empreendedor pode ter mais tempo para se dedicar quase que integralmente às estratégias de crescimento do negócio.

No caso do sistema do ContaAzul, há ainda a vantagem de poder experimentar gratuitamente. Isso permite ter contato com todas as funcionalidades oferecidas e definir pelo investimento ou não com maior segurança. Se, após o período de testes, optar por não confirmar a adesão ao programa, a conta é cancelada automaticamente – ou seja, não há necessidade de comunicar sua decisão e nenhuma cobrança é gerada.

Se ainda está na dúvida, faça como Cristiane de Lima Caldeira, que atua como consultora de design estratégico e inovação diante da notícia de fim do emissor gratuito: “Estou avaliando com meu contador o melhor caminho, mas ainda não definimos a opção”.

Emissão de NF-e: vantagens ao negócio

A modernização do sistema tributário no país se deve, em grande parte, à adoção da NF-e. Antes dela, o empreendedor precisava preencher a nota em papel em três vias: uma para sua empresa, outra para o cliente e mais uma para o Fisco. No formato eletrônico, apenas um comprovante é emitido e direcionado ao cliente.

No sistema, é gerado um arquivo XML, que é emitido para a Secretaria Estadual da Fazenda de forma automática e eletrônica. Um certificado digital comprova a autenticidade do processo e pode ser consultado posteriormente pelo cliente.

Para a empresa, há vantagens como o menor custo de impressão e redução também de despesas com armazenagem de documentos fiscais. Isso sem falar na agilidade que o processo ganha e na facilidade que o relacionamento eletrônico com fornecedores traz.

Tempo é dinheiro: economize

Como você pôde ver neste artigo, contar com um sistema de gestão online para seu negócio não é exatamente um luxo, mas uma solução que vai ao encontro da sua atual necessidade de economia de tempo e recursos. E o fim do emissor gratuito pode ser o estímulo que faltavam para essa escolha.

Converse com o seu contador, tire suas dúvidas sobre a emissão de NF-e e sobre a automatização dos processos. Esse profissional, com seu conhecimento e experiência, certamente pode auxiliá-lo a encontrar o melhor caminho, permitindo que a empresa cumpra com suas obrigações tributárias de maneira vantajosa.

fonte: ContaAzul Blog

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