São vários os motivos que levam ao endividamento e descontrole financeiro, mas o principal deles é a falta de autocontrole. Comprar o que não precisa só para satisfazer um desejo momentâneo é um dos grandes problemas que pode ser evitado.

Segundo a economista e professora da Fucape, Arilda Teixeira, o principal passo para sair ou não entrar no vermelho é ter consciência do próprio salário e do quanto pode ser gasto.. Para ajudar a quem precisa se livrar das dívidas, ela fala sobre alguns hábitos que atrapalham na hora da organizar as finanças. Confira!

Falta de planejamento

De acordo com a economista, a causa da falta de planejamento é individual, cada grupo ou cada pessoa tem um motivo. No entanto, no lado técnico, ela afirma que a falta de planejamento ocorre quando a pessoa não identifica que ela só pode gastar o que o salário permite. “Planejar é olhar qual a disponibilidade de dinheiro que tenho para gastar. Acho que a dificuldade maior é a pessoa se dar conta desse fato”, explica.

Falta de educação financeira

A falta de educação financeira também é um fator que favorece o endividamento. Para Arilda, assim como no planejamento, é necessário primeiro tomar consciência do valor disponível para gastar. Em segundo lugar, o recomendado é que seja feita uma relação com o valor total de gastos que se tem durante o mês. Depois, basta fazer a soma de tudo e comparar o resultado com o salário mensal. A partir de então ele vai saber se pode gastar ou não, e identificar também se os gastos fixos estão dentro do perfil que a renda permite.

Crédito fácil

Segundo a professora, o crédito fácil não é atribuído ao endividamento. Ela explica que ele é um serviço financeiro útil para a economia, pois permite que as pessoas a adquiriram bem e serviços que elas não poderiam adquirir com seu fluxo de renda. Isso faz com que elas vivam melhor e trabalhem melhor. No entanto, o que atrapalha é a falta de controle. “Criticar é como se não déssemos valor a um elemento da economia que é muito útil. É um detalhe que compõe o cenário e a pessoa tem que aprender a conviver com isso, pois nem tudo o que ela quer ela precisa”, explica.

Parcelamento

Assim como o crédito fácil, Arilda também defende o parcelamento. Segundo ela, é um crédito favorecido e um serviço financeiro para o cidadão. “Linha de crédito é um mecanismo para endividamento. É preciso ficar atento, pois se a pessoa contrai uma dívida e tem pouco recurso, ela só pode ter outra quando pagar a primeira”

Falta de objetivo

Como o salário geralmente já está comprometido, a professora pede cautela para que os consumidores e faz um alerta: “As pessoas precisam se acostumar a não gastar tudo o que têm, porque todos nós estamos sujeitos a imprevistos. Quando ele chega e estamos endividados, isso vai comprometer a qualidade de vida e a capacidade de honrar o que pagamos. Então é sempre bom ter um pouco mais de dinheiro.”

Compras por impulso

Para evitar as compras por impulso, a especialista recomenda que sejam feitas três perguntas: Tenho dinheiro? Preciso disso? É necessário? Se as três forem negativas, o alerta é para que a compra não seja feita. “Se a pessoa tem uma renda alta e não fica apertada, tudo bem. Mas se ela tem uma renda baixa e não tem autocontrole, cai na armadilha e pra sair dela é complicado”.

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