Polícia investiga falsários que reabriam empresas fantasmas, dois escritórios contábeis estão envolvidos

Mandados são cumpridos no Estado, Tocantins e Goiás contra os crimes de fraude processual, falsidade ideológica e associação criminosa

A Polícia Civil realiza nesta quinta-feira a segunda etapa de uma Operação para coibir fraudes na Junta Comercial do Rio Grande do Sul (Jucergs). Falsários são investigados por usar empresas fantasmas em práticas ilícitas no Estado e também em outras partes do país. As informações são do blog Caso de Polícia.

Na primeira etapa da ação, em julho deste ano, descobriu-se que pelo menos 20 empresas foram reabertas com pedido de alteração de sócios. Na verdade, criminosos usaram indevidamente os nomes dos antigos donos, alguns até já falecidos.

Agora, o objetivo é descobrir o motivo pelo qual essa fraude estava ocorrendo no RS, em Tocantins e em Goiás. No entanto, a polícia apura que as empresas eram utilizadas para participar de licitações e para fazer empréstimos, entre outros.

Operação

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriram três mandados de busca e dois de condução coercitiva no RS, no bairro Alto Petrópolis, em Porto Alegre, e em Alvorada. A ação ocorreu em duas residências e no local onde funciona a empresa de fachada.

No Tocantis, foram cumpridos dois mandados de busca e um de condução coercitiva nas cidades de Pium e Paraíso de Tocantins. Em Goiás, foram dois mandados de condução coercitiva e quatro de busca em Goiânia, mais seis mandados de busca em Aparecida de Goiânia e outros dois em Senador Canedo.

Fraude

O delegado Daniel Mendelski, responsável pela apuração, diz que cinco suspeitos foram identificados após serem descobertos dois escritórios de contabilidade que faziam parte do esquema. Eles usavam documentos falsos para reabrir as empresas na Jucergs. Os antigos donos não sabiam do fato e alguns até já tinham falecido. A Junta Comercial desconfiou das ações e procurou a polícia.

Descobrimos, por exemplo, que um falsário de Tocantins utilizou uma empresa que estava fechada há anos na cidade de Rio Grande, sendo que os dois antigos sócios já estão até mortos — destaca Mendelski.

Segundo o Deic, falsários do RS e também de fora do estado estavam reabrindo empresas gaúchas. Por isso a chamada “Operação Bartolomeo II” é realizada com apoio de agentes de Goiás e de Tocantins. A próxima etapa do trabalho é contabilizar o prejuízo e identificar a finalidade desta fraude, apesar da suspeita de ser para a participação de licitações e para a obtenção de empréstimos.

Os crimes são de fraude processual, falsidade ideológica e associação criminosa. (Via Zero Hora)

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