Auxílio Emergencial poderá voltar no valor de R$ 600?

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O Auxílio Emergencial vai voltar na primeira semana de abril, e os valores já foram divulgados pelo governo, mas, muita gente não gostou, e querem um valor maior. É o caso de 16 estados, onde os governadores querem o auxílio no valor de R$ 600,00.

Eles enviaram uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, solicitando que o Congresso auxilie na disponibilização de recursos maiores.

“Agir contra esse cenário requer medidas sanitárias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morte”, escrevem os governadores. “Por isso, entendemos que a redução dos valores do auxílio emergencial é inadequada para a eficácia da proteção da população. Enquanto a vacinação não acontecer em massa, precisamos garantir renda para a população mais vulnerável.” diz trecho da carta.

Ministro cogita PEC do Orçamento de Guerra

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

João Roma, ministro da Cidadania, disse que os novos valores disponibilizados pelo auxílio emergencial, de R$ 150, R$ 250 e R$ 375, destinado conforme a composição familiar é abaixo do esperado, mas é o que governo pode pagar neste momento.

A PEC Emergencial liberou para o Governo Federal um valor de R$ 44 bilhões, o que impede o governo de oferecer um valor maior para auxílio, por causa da limitação do que foi destinado para o benefício.

O ministro disse que o ajudaria pagar um valor maior no auxílio emergencial, seria a volta da PEC do Orçamento de Guerra, mesmo com a aprovação da PEC Emergencial e a MP editada que viabiliza a nova rodada de pagamentos do benefício.

No ano passado, a PEC do Orçamento de Guerra tinha como objetivo, separar do Orçamento da União e os gastos do governo para o combate à pandemia de coronavírus. Desta forma, o que era gasto com o combate a pandemia não precisava atender as exigências de controle do uso dos recursos públicos, como a regra de ouro.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – Jornalista do Jornal Contábil