Carreira: O impacto da gestão na geração de valor de uma empresa

*Por Tiago Reis, CEO da casa de análise financeira Suno Research

Connsidere a seguinte situação: uma empresa recém estruturada e uma companhia mais madura. Por se tratarem de negócios em etapas diferentes, o papel do CFO é entender as demandas da instituição e gerir os recursos de maneira assertiva. Sendo assim, uma boa gestão financeira é determinante para o sucesso de qualquer instituição. No fim, o intuito é o mesmo: maximizar a geração de valor para o acionista no longo prazo. Para atingir essa finalidade, o encarregado pela gestão financeira deve atuar em três áreas de decisão.

O primeiro âmbito de atuação do CFO diz respeito às decisões de investimento da empresa, o que determinará a distribuição de ativos da companhia. Agora vamos retomar o exemplo proposto no começo do texto. Ao ter em mãos um negócio extremamente novo, o CFO deve ter em mente que o valor da instituição está em seus futuros projetos e investimentos.

Assim, o papel do profissional é reinvestir parte do lucro em iniciativas que trarão a rentabilidade no longo prazo. Já a companhia que se encontra na fase de maturidade, muito provavelmente não tem projetos internos com alta IRR (taxa interna de retorno). Isso por que qualquer investimento em projetos pouco rentáveis pode comprometer uma futura rentabilidade. A melhor estratégia então é retirar parte do lucro pelo pagamento de dividendos.

A segunda área de decisão financeira da corporação envolve a escolha do tipo de financiamento. Na busca por recursos é importante para que os gestores realizem os investimentos mencionados. Basicamente, existem duas formas para ter o financiamento: A primeira forma é através de capital próprio. Neste caso, a empresa emite ações que são comercializadas no mercado financeiro pelo mercado primário.

A segunda forma de captar recursos é pelo capital de terceiros. Este recurso pode ser adquirido por meio de empréstimos e financiamentos (bancos) ou pela emissão de títulos de dívida. A escolha entre os modelos de obtenção de recursos pode se tornar um dilema. Uso esse impasse para citar a terceira área de decisão das finanças corporativas: a estrutura de capital. Decidir qual será a estrutura de capital da empresa é uma tarefa complexa e a resolução exige conhecimento do negócio e da macroeconomia do país.

Uma estrutura de capital condizente com o modelo de negócio pode ser um diferencial para o crescimento sustentável de longo prazo.

Sobre Tiago Reis
Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Tiago Reis é Fundador e CEO da Suno Research, consultoria de análise financeira voltada para investidores individuais. Analista de Investimentos com certificação da CNPI (Certificação Nacional dos Profissionais de Investimento), Tiago iniciou sua carreira na Set Investimentos e é especialista em assuntos como mercado financeiro, bolsa de valores, investimentos, fraudes corporativas e finanças corporativa.