Como a tecnologia ajuda a otimizar o sistema operacional das empresas

A utilização de sistemas manuais pode comprometer a eficiência de procedimentos decisivos que visam conquistar resultados satisfatórios

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Discutir o impacto da transformação digital é uma tarefa complexa, considerando, principalmente, a quantidade de variáveis ligadas ao tema e à própria transição de uma cultura corporativa pouco habituada com a inovação no cotidiano operacional.

Tão importante quanto destacar a relevância da tecnologia para a perspectiva estratégica das empresas, é compreender a realidade de um país em que uma parcela grande das organizações encontra certo tipo de resistência para deixar de lado as planilhas.

Existem ferramentas de automação capazes de aprimorar a estrutura de setores determinantes para a produtividade dos profissionais.

Nesse sentido, ter a iniciativa de buscar opções alinhadas com o avanço tecnológico demonstra uma preocupação por parte das figuras de lideranças, principais quando pensamos nos responsáveis pela tomada de decisões.

Sua empresa está preparada?

Geralmente, a tecnologia encabeça o debate acerca de organizações que visam inovar e potencializar a eficácia de seus procedimentos internos.

O que não deixa de ser algo positivo, afinal, é essencial que cada vez mais setores corporativos ousem deixar o lugar comum em prol de soluções que priorizam o fator humano no campo interno e externo – envolvendo, por exemplo, os clientes.

Aquela ideia de que os recursos tecnológicos funcionam como um contraponto ao protagonismo das pessoas precisa ser repensada.

Informações são lançadas a todo instante e é muito fácil cair no senso comum ao invés de se aprofundar no assunto.

Por isso a importância de se apoiar em uma proposta de conscientização clara e objetiva, que procure indicar alternativas viáveis de se aderir à inovação, sem qualquer aplicação de juízo de valor.

Para tanto, é preciso repensar o modo de conduzir a inovação, contando não apenas com a tecnologia como fator determinante que resulte em ganhos; é necessário, sobretudo, fazer com que os envolvidos nessa mudança operacional se sintam incluídos e capacitados.

Esperar que a digitalização dos processos resolva todos os problemas da empresa sem a participação dos colaboradores pode ser um erro crítico por parte do gestor.

Designed by JoeZ / shutterstock
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Como citado anteriormente, é missão do líder assegurar que ocorra uma sinergia entre as partes, democratizando o acesso aos insumos produzidos pela ferramenta implementada.

Com a área de TI preparada para integrar e explorar os dados disponíveis, fica ao alcance da companhia sustentar uma cultura orientada à inteligência analítica, oferecendo insights valiosos para a construção do planejamento estratégico em diversas frentes.

Sistemas de trabalho focados no uso de planilhas reduzem a rotina do profissional a uma estagnação prejudicial para a produtividade e o engajamento dos times.

A atualização diária de documentações por meio desse modelo de organização pode ser uma atividade maçante e não favorece o desempenho dos funcionários, indicando motivos válidos para que uma mudança seja instituída. 

Digitalização aponta para um futuro promissor

O salto na precisão e agilidade dos procedimentos conduzidos são exemplos importantes de como a tecnologia eleva o patamar operacional das organizações.

Atividades repetitivas, que normalmente exigiriam um esforço desnecessário por parte dos profissionais, ficarão a cargo de plataformas digitais, economizando tempo hábil para que as equipes cumpram uma função muito mais estratégica e subjetiva.

Por fim, destaco que a velocidade, elemento marcante e diretamente conectado à tecnologia, é apenas uma das várias consequências favoráveis da implementação tecnológica.

Ao contrário das planilhas convencionais, processos automatizados reúnem os dados em um ambiente digital seguro e de abordagem simplificada, proporcionando contribuições numerosas para empresas de todos os tamanhos e segmentos.

Por: Luiz Bono, CTO na Receiv, plataforma inteligente de contas a receber. Doutor em Administração de TI pela FGV, e professor em cursos de graduação de TI e educação executiva.