O número de pessoas que decide trabalhar por conta própria está crescendo cada vez mais no Brasil. De acordo com o IBGE, no último ano houve um aumento de 1,3 % de profissionais autônomos no país, o que representa mais de 22 milhões de pessoas. E se você faz parte desse grupo ou quer se juntar ao time, temos uma recomendação importante: manter o controle financeirorequer mais do que anotar os ganhos e gastos.  É preciso ter a documentação em dia, estar quite com o Fisco e fazer um bom fluxo de caixa.  Mas, não se preocupe! Para ajudá-lo nessa, preparamos uma lista do que você precisa. Confira!

Documentos do profissional autônomo

Para regularizar a sua situação, o profissional autônomo precisa fazer o Cadastro de Contribuintes Mobiliários, o CCM, na prefeitura da cidade. Depois, é necessário fazer o cadastro de Contribuinte Individual no site da Receita Federal.

Outra alternativa um pouco menos burocrática e que também formaliza o autônomo é se tornar MEI – microempreendedor individual. Se você escolher esse caminho, só precisa preencher o cadastro no Portal do Empreendedor com os seus dados e atividade. O CNPJ sai na hora junto com a sua certidão de MEI, e de graça. Com esse documento em mãos, você solicita o alvará na prefeitura e pode emitir nota fiscal.

Impostos pagos pelo profissional autônomo

Quando o autônomo emite nota fiscal ou pega um recibo para formalizar o serviço prestado ou produto vendido para outra empresa, ele paga alguns impostos que vão depender da maneira como se profissionalizou. Veja como funciona:

  • MEI: ao se tornar microempreendedor individual, você deve recolher um valor fixo por mês, que fica em torno de R$ 50. Essa quantia engloba os impostos devidos e você mesmo paga por meio de um boleto que imprime no Portal do Empreendedor. Sendo MEI você pode emitir notas fiscais e independentemente da quantidade, o valor da guia permanece o mesmo. Vale lembrar que mantendo em dia as mensalidades, você tem direito à aposentadoria, auxílio-doença e maternidade. Mas não esqueça: o faturamento máximo do MEI é de R$ 60 mil por ano.

 

  • CCM: ao optar pelo cadastro como autônomo no site da prefeitura, a empresa que negocia com você emite o RPA – Recibo de Pagamento Autônomo. Esse documento vai gerar os tributos pagos por você ao Fisco, isto é, a quantia que vai ser descontada do seu recebimento para cumprir as obrigações fiscais. São eles:
  • INSS: é contribuição para a previdência, ou seja, para a aposentadoria. O valor descontado vai de acordo com o recebimento e as faixas de contribuição.
  • ISS: é o Imposto Sobre Serviço e varia em cada município – por isso, a dica é conferir como funciona na prefeitura da sua cidade. Em algumas regiões, o autônomo cadastrado paga uma quantidade anual e fica dispensado da cobrança no RPA.
  • IRRF: o Imposto de Renda Retido na Fonte é o terceiro tributo a ser pago. O cálculo segue a tabela da Receita Federal e também é deduzido do seu pagamento. É importante guardar esses valores para fazer a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física anual.

Controle de contas para autônomos

Outra dica de contabilidade importante para que o profissional autônomomantenha o controle de contas em dia é contar com um gerenciador financeiroonline. Esse tipo de ferramenta ajuda a manter as despesas e obrigações com o Fisco sob controle, evitando multas ou outras complicações.

E aqui, a nossa sugestão é o fluxo de caixa do QuickBooks Zero Paper. Com ele, você monitora os recebimentos, quanto foi pago de imposto ou quanto ainda precisa ser quitado, além de ficar de olho nas outras despesas. E é gratuito, seguro e fácil de usar!

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