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Darwin e os memes explicam: a figura do contador elucidada por meio da evolução das espécies e dos papeis.

Há não muito tempo atrás, existia a figura do guarda-livros. O guarda-livros era uma criatura especial, que vivia escondida atrás de pilhas e pilhas de papel e se alimentava da fantasia de estar inovando ao realizar escriturações em fichas tríplices. Ele, o guarda-livros, não sabia, não fazia ideia, que o dia chegaria em que finalmente ele pudesse se ver livre parcialmente da territorialização de sua mesa de trabalho e pudesse respirar ares novos, com menos ácaros, ao lado dos seus clientes. Transformado em contador, ele não soube fazer diferente quando vislumbrou este novo cenário crescendo a sua volta, e seu aspecto sisudo, conservador, sistemático, acabou por limitá-lo ao papel de apenas mais um contador raiz, tendo seu escritório como morada e os papeis ainda como sustento.

Apesar do receio por parte do contador raiz em admitir que existam outras espécies (nós entendemos, ele foi o primeiro), cabe a nós agora comunicar a você, caro leitor, a existência de uma outra porção de criaturas igualmente especiais que se desmembraram da figura do guarda-livros: são os contadores nutella. O contador nutella é sagaz. Seu habitat natural também é a mesa de trabalho dentro de seu escritório, no entanto, nômade que só ele consegue ser, vive constantemente em busca de proximidade com quem concede a ele o reconhecimento de sua atuação. Sua facilidade de locomoção o ajuda a acompanhar o mercado e se manter atualizado. Sua visão estratégica o permite dominar a tecnologia antes que a tecnologia o domine, nesta grande selva de papel que começava a se esboçar para ele e que hoje já não existe mais. Destemido, o contador nutella faz questão de não se esconder, ao invés de aparecer apenas no momento do abate da emissão de guias.

A verdade é que, fruto de outras evoluções, o contador nutella tem certa facilidade de entender os processos imbricados às evoluções que se sucederam junto a ele. O que não significa dizer que o contador raiz não entende. É que vindo de outros habitats, e muito próximo ao guarda-livros, o contador raiz possui um apego emocional muito grande ao seu estilo de vida, e não está ainda disposto a deixá-lo para trás. Mesmo que se insista que a burocracia é a mesma, que é parte irremediável dessa vida tão peculiar de qualquer espécie de contador, o contador raiz se vê em constante embate com os antigos papeis para saná-la, enquanto o contador nutella trava um embate ininterrupto para melhor automatizá-la. Será que dessas automatizações não sairão novas espécies de contadores? É possível. As espécies não param de evoluir, os meios em que habitam continuam os surpreendendo e exigindo deles novas formas de sobreviver, novas possibilidades de performance e desempenho.

Sabemos que a figura do contador raiz e a do contador nutella coabitam num mesmo meio e procedem com os mesmos objetivos. Assim, ambos têm a sua devida importância, embora o contador nutella possa ter visto e vivido mais coisas, uma vez que ele se libertou da papelada e ampliou seu alcance de atuação. Já o contador raiz, ele persiste, muitos o adoram. Seu alcance talvez seja um pouco mais limitado devido a sua falta de coragem para aventurar-se por outras formas de existência, mas que ele existe e tem também seu valor é um fato. Mas qual dos dois será que está mais próximo de entrar em extinção? A praticidade do contador nutella não deixa dúvidas: vá atrás de um destes.

Via sengercontabilidade.com.br

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