Você sabe o que é Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)? Além de ser uma obrigatoriedade prevista pela Lei nº 11.638/2007, também é uma ferramenta de gestão financeira eficiente, já que trata do CONTrole de entradas e saídas das empresas ao longo de um certo período e dos resultados desse fluxo.

Por fornecer informações precisas sobre o caixa do negócio, é usada por muitos como fundamento para a tomada de decisões e, assim, conquistar seu desenvolvimento e sucesso.

Quer entender um pouco mais sobre a demonstração de fluxo de caixa? Então, CONTinue a leitura e esclareça as suas principais dúvidas!

Como é a apresentação do fluxo de caixa?

fluxo de caixa pode ser apresentado de duas maneiras: método direto e método indireto. Entenda um pouco mais sobre eles!

Método direto

Por meio desse formato, a demonstração de fluxo de caixa expõe todos os pagamentos e recebimentos originários das atividades operacionais da organização, apontando os seguintes aspectos relativos às operações:

  • recebimento de clientes;
  • pagamento de colaboradores e fornecedores;
  • juros e dividendos recebidos;
  • imposto de renda pago;
  • juros pagos;
  • demais recebimentos e pagamentos.

Método indireto

Esse modelo é caracterizado pela demonstração dos recursos advindos das atividades operacionais a partir do lucro líquido, ajustados pelos fatores que influenciam no resultado, mas que não alteram o caixa da empresa.

Como exemplo podemos citar a amortização, depreciação e exaustão.

Quais são os itens essenciais da demonstração de fluxo de caixa?

O documento precisa CONTer alguns itens fundamentais, que são separados por três atividades: operacionais, de investimento e de financiamento.

Vamos falar sobre cada uma delas a seguir.

Atividades operacionais

Englobam os gastos e despesas ligados às atividades que geram receita para o negócio, como:

  • impostos;
  • CONTas a pagar e receber;
  • recebimento de clientes;
  • pagamento aos fornecedores e demais.

Por se tratar de valores relacionados à atividade principal da instituição, tem associação com o capital circulante líquido.

Dessa forma, o cálculo ocorre por meio do valor usado para produzir e vender o produto ou serviços subtraídos da quantia recebida por eles.

Geralmente, estão diretamente ligados ao ativo e passivo circulante do balanço patrimonial.

Atividades de investimento

São relacionadas aos investimentos feitos pela empresa ligados ao patrimônio de longo prazo, por exemplo:

  • aplicações financeiras;
  • compra de imóveis;
  • recebimento de valores;
  • veículos etc.

São considerados patrimônio de longo prazo pelo fato de que, para ser uma atividade de investimento, não pode ser adquirido com a intenção de venda rápida.

Então, estão ligados ao ativo não circulante do balanço patrimonial.

Atividades de financiamento

Correspondem ao passivo circulante e não circulante reunido ao patrimônio líquido.

Em relação ao passivo, estão inseridos nessas atividades os empréstimos e financiamentos.

No patrimônio líquido estão as novas entradas (investimentos de novos sócios) e as saídas, como a divisão de lucros.

Como é a estrutura da DFC e de que forma os resultados são analisados?

O resultado da demonstração de fluxo de caixa é obtido por meio da soma de todos os resultados líquidos de cada grupo de atividade.

É necessário igualar a diferença dos saldos do começo e fim do período avaliado.

A seguir, mostramos como a DFC deve ser estruturada.

Atividades operacionais

  • (+) recebimento de venda de produtos e serviços;
  • (-) pagamento de impostos sobre o faturamento;
  • (-) pagamento de fornecedores;
  • (-) pagamento de salário dos funcionários;
  • (-) pagamento de impostos;
  • (-) pagamento de custos indiretos;
  • (-) pagamento de juros;
  • (-) pagamento de despesas operacionais;
  • (=) subtotal.

Atividades de investimento

  • (+) recebimento da venda de ativos imobilizados;
  • (-) pagamento da compra de ativos imobilizados;
  • (=) subtotal.

Atividades de financiamento

  • (+) captação de empréstimos;
  • (+) aportes de capital;
  • (-) amortização de empréstimos;
  • (-) reduções de capital;
  • (-) pagamento de dividendos;
  • (=) subtotal.

Agora que você já sabe o que é demonstração de fluxo de caixa, não deixe de utilizar essa ferramenta de gestão como auxílio na tomada de decisão da empresa e, assim, garantir um gerenciamento financeiro eficiente.

Fonte: WeCont