Economia colaborativa: Conceito se baseia em aproximar pessoas que podem se ajudar mutuamente

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Não é preciso ser um grande gurú do meio ambiente para entender que se continuarmos com o nosso estilo de consumo, daqui uns anos os recursos vão se esgotar.

Mas antes que isso ocorra existe um longo caminho pela frente e podemos sim mudar o rumo das coisas através de ações simples e muito atrativas, economicamente falando.

O conceito de economia colaborativa veio para mostrar que consumir pode ser muito melhor, para a gente e para o meio ambiente, se apenas alterarmos o local onde buscamos esses produtos. 

Parece um conceito um pouco confuso, mas é bastante fácil de entender com um exemplo. Você é maquiador e tem um trabalho para amanhã que sabe que terá que frisar o cabelo da modelo da campanha. Você não tem um modelador de cabelos e sabe que não vai utilizá-lo com frequência porque não faz muitas maquiagens editoriais. A única opção é correr e comprar um modelador, certo?

Não. A economia colaborativa trabalha justamente com essas situações. Provavelmente existe alguém que tem um modelador de cabelos, seja pela profissão ou pelo gosto, e pode emprestá-lo para você, em troca de uma recompensa monetária.

Assim você não precisa comprar algo que não precisa tanto e outra pessoa ganha dinheiro por isso. É bom para os dois lados, certo? 

Você pode estar se perguntando “na teoria é fácil, mas onde eu vou encontrar uma pessoa com um modelador de cabelos disponível? não conheço ninguém.” É agora que a tecnologia vem para ajudar.

Graças aos serviços de geolocalização é possível saber onde está a  pessoa que precisa de ajuda e de quem pode ajudar. Foi pensando nessas problemáticas que surgiu o app “Grito”, uma ferramenta que permite, gratuitamente, que pessoas aumentem a renda através da venda ou aluguel de objetos em desuso ou de pouco uso; comprem produtos, contratem serviços ou façam doações perto de casa, tudo num raio de até 3 km de distância.

Gerar renda extra e economizar nas compras do dia a dia é o que milhões de pessoas buscam em tempos de crise. E nada como ter estas possibilidades à mão, em um aplicativo de simples navegação e de uso gratuito.

Baseado na economia colaborativa e compartilhada, e no novo conceito norte-americano de lowsumerism (consumo e produção conscientes), nasce o app “ Grito!”, 

O app “ Grito!” pode ser baixado gratuitamente pela Apple Store e para Android, tem uma navegabilidade simples, não exige preenchimento de ficha cadastral e não cobra nada de quem anuncia, compra, aluga ou doa algo disponível.

A ideia nasceu para estimular a colaboração entre pessoas em um raio de até 3 km. Utiliza a geolocalização para facilitar a compra, a venda, o aluguel ou a doação de todos os tipos de produtos, além de ajudar comerciantes e prestadores a tornarem seus produtos e serviços conhecidos na vizinhança.

Permite que as pessoas gerem renda imediata, vendendo ou alugando algo que não utiliza ou faz pouco uso, evitando o consumo excessivo, o desperdício.

Numa escala maior, contribui para a conscientização e a preservação do planeta”, explicam os co-fundadores André Mancini, Otavio Schiavon e Rafael Miessi.

Diferente de outras plataformas de compra e venda, no “ Grito!” o usuário pode anunciar o que quiser: algo que esteja oferecendo, doando, mas também algo que esteja precisando, criando assim a demanda e impactando usuários que estejam ao redor. Exemplos: “Vendo cadeira.”

“Preciso de um encanador.” “Estou doando moletons”. “Compro Atari.” O “Grito!” oferece vantagens que facilitam o cotidiano da vizinhança e transformam a economia local: marmitas vão chegar mais quentinhas e seus vendedores vão economizar tempo de trânsito; a compra de sofás e geladeiras usados deixam de ter o custo impeditivo de frete; manicures, massagistas e eletricistas estarão à metros de distância de potenciais clientes.

Os co-fundadores lembram que “O app transforma o local onde as pessoas vivem, praticam seus hobbies, exercem sua cidadania, em um espaço também comercial. E ampliam as possibilidades de trocas entre pessoas que convivem nas imediações”.

COMO FUNCIONA

Depois de uma interação descomplicada dentro da ferramenta, os interessados nas transações são colocados em contato via Whatsapp, de forma simples e rápida. A partir deste momento, passam a gerenciar as negociações sem interferência do aplicativo. “O “Grito!” cria pontes dentro da vizinhança.

O match acontece no app, mas a negociação final e o pagamento serão combinados posteriormente entre os envolvidos, diretamente em seus celulares, criando uma sensação de proximidade e um senso de comunidade ainda maior entre os usuários”, apontam os sócios.

PEQUENAS EMPRESAS E NEGÓCIOS LOCAIS

Uma crise global está atingindo os negócios no mundo todo. Os pequenos empreendedores são os que mais estão sofrendo e fechando suas portas rapidamente. O “Grito!” também chega como uma forma de ajudar esses comerciantes de bairro” e movimentos como “compre no bairro”.

É uma nova ferramenta para pequenos empresários ganharem visibilidade e criarem laços com quem está fisicamente próximo, aumentando suas vendas. “Com o “Grito!” toda voz será ouvida pelos quatro cantos da vizinhança.

Alguém próximo vai escutar e pode precisar exatamente do que o vizinho está vendendo ou doando, ou pode ter o que o vizinho está procurando”, concluem os sócios.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA

Bem humorada e barulhenta, inspirada no nome do app, a campanha para veiculação em redes sociais, mostra uma mulher que usa o “Grito!” para resolver várias coisas de um jeito prático, rápido, consciente e vantajoso.

A comunicação também destaca o envolvimento da vizinhança e as inúmeras possibilidades que estão ao redor das pessoas, mas que sem uma ferramenta como o “Grito!”, dificilmente seriam descobertas.

Por OS CO-FUNDADORES