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Fim dos tempos: ondas de calor podem ser o próximo grande assassino?

Photo by Ahmed92pk / shutterstock

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Fim dos tempos, assim muitos acreditam, a chegada da pandemia do novo coronavírus reforçou a ideia de que estamos por um triz. Outros já pensam, que tudo é um castigo de Deus pelo mau comportamento da sociedade e seus novos hábitos. Mas, será que o que acontece no mundo é castigo de Deus?

Muitos acreditam que a Covid-19 advém do morcego, experts afirmam, as pandemias originárias de zoonoses nada mais são que um reflexo das intervenções do homem no meio ambiente. No anseio para se expandir, a humanidade invade o terreno alheio, trazendo doenças que até então não conhecíamos.

Enquanto estamos tentando saber quem é realmente o grande culpado pela pandemia do novo coronavírus, uma ameaça poderá nos atingir.

Agora, o problema está no aumento da temperatura no planeta Terra. Milhões de pessoas já morreram pelas fortes ondas de calor que vem atingindo regiões espalhadas pelo mundo.

E às vezes o que acontece com a gente já foi previsto por obras literárias, filmes e séries de ficção científica.

Um novo romance de ficção científica pode ser mais um alerta para o mundo. Estamos falando de “The Ministry for the Future”, que foi escrito pelo autor americano Kim Stanley Robinson. A história fala de um ministério internacional criado para ajudar a implementar o acordo climático de Páris.

Um trecho da história fala sobre um calor abrasador, implacável castigando as regiões da Terra e matando milhões de pessoas. No romance, o personagem Frank sofre de transtorno de estreasse pós-traumático após ter sido o único sobrevivente da onda de calor na Índia, o que o leva a cometer crimes como sequestro da diplomata Mary.

Mas, será que a onda de calor relatada pela história poderá se tornar real? Alguns especialistas alertam que o mundo está prestes a sofrer consequências catastróficas devido a um aquecimento planetário que não poderá ser controlado e atingir bilhões de pessoas.

Modelos climáticos mais antigos sugeriam que levaria quase outro século de maciças emissões de carbono para que se gerassem ondas de calor que excedessem o limite absoluto da tolerância humana.

No entanto, projeções atuais confirmam que poderá sim, acontecer ondas de calor sem precedentes e, que isso está mais próximo de se tornar realidade.

Mudanças climáticas poderão ser o próximo carrasco da humanidade. O calor com uma força sem controle irá atingir em cheio as megacidades de países em desenvolvimento, que geram calor por conta própria, sendo o caso de Manaus, no Brasil.

O calor costuma ser mais letal quando combinado com alta umidade, ou seja, é mais fácil sobreviver a um dia de temperaturas elevadas em um ambiente seco do que fazê-lo em outro de umidade muito alta.

Acordo de Páris

O Acordo de Paris, como o nome explicita, é um documento assinado em Paris, capital da França. É o principal e mais atualizado tratado internacional contra as mudanças climáticas causadas pelo homem.

O acordo visa combater o aumento da temperatura terrestre que está sendo provocada pelo aquecimento global. Na verdade, existe uma tentativa de impedir o aumento de 2º C na temperatura global em relação à era pré-industrial.

Outro estímulo dado pelo Acordo é a criação de mecanismos que possa diminuir o impacto das mudanças climáticas e a substituição de fontes emissoras de gases do efeito estufa.

O homem, se continuar destruindo o planeta terá que sentir na pele, secas e derretimento de regiões congeladas do planeta, o que já vem acontecendo. Esse derretimento provoca alagamentos e países inteiros localizados em ilhas que correm o risco de desaparecer, ou seja, serão tragados pelo oceano.

O ser humano conseguiu bagunçar o clima, e se não tomar jeito, levará o planeta para uma situação intolerável e insuportável. Será que o romance científico está certo? Iremos enfrentar uma onda de calor de alta destruição?

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil

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