Hoje com a crise conseguir um emprego é quase tão difícil quanto passar no exame da Fuvest . Temos uma alta competitividade, uma maratona de entrevistas, testes, exigências, que você as vezes sente que tem que ser primo do Einstein para se sobressair.

Neste cenário, os que mais sofrem são os que estão nas duas pontas do ciclo da carreira profissional: os mais jovens e mais inexperientes e os que já passaram dos 40, 50 anos.

Para quem passou dos 40 anos, sabe o quanto é difícil conseguir uma recolocação, pois muitas empresas dão preferência para profissionais mais jovens, pelo falso conceito de que estes profissionais têm mais facilidade de se adaptar as mudanças do mercado ou que tem mais facilidade para aprender. Deixa eu te falar uma coisa: Isso é mentira!

Vou te contar um segredo: eu tenho 46 anos e faz muito tempo que decidi uma coisa na minha vida: Ninguém, eu disse NINGUÉM iria me dizer que eu estou velha para trabalhar. Somente eu iria decidir o momento certo para parar de trabalhar. Talvez quando eu ficasse bem velhinha e meu corpo não aguentasse mais, quem sabe?

Então o eu fiz para que isso se tornasse realidade? Simples: tracei planos.

Aceite, para o  mercado formal você tem tempo de vida útil

Sim meus amigos, eu sei que é duro, mas é verdade, quando você vai ficando mais velho e se vê desempregado você passa a ter essa certeza: para o mercado formal você tem um tempo de vida útil. É como um choque de realidade, as oportunidades diminuem cada vez mais.

Mas veja bem: não estou dizendo que ninguém vai te contratar, estou dizendo que as oportunidades diminuem. Existem empresas que contratam e preferem profissionais mais velhos, mas uma coisa é fato: o mercado vai afunilando.

Ganhe força através da sua experiência, mas aumente sua percepção, esteja aberto a novas possibilidades

No começo da minha carreira estudei administração e desenvolvi toda minha trajetória em Recursos Humanos. Em determinado momento, optei por fazer direito também, pois queria ter uma opção que me garantisse a possibilidade de não ter que depender somente do mercado formal, de atuar como uma profissional autônoma.

Com o tempo percebi que toda a minha experiência com Recursos Humanos também seria válida para empreender.  Hoje atuo como consultora independente, aplicando todo meu conhecimento para ajudar pessoas, me sinto extremamente realizada, cheia de planos e de novas idéias, aprendendo todos os dias e estou mais feliz do que quando tinha carteira assinada. E olha.. ainda pretendo advogar.

O que eu quero que você perceba com este artigo? Continue insistindo, existem empresas que contratam profissionais mais velhos, mais experientes,  mas não se limite, não se prenda a uma única opção, esteja aberto ao novo.

Nunca se sinta inútil, existem outras possibilidades, precisamos exercitar o “despertar da consciência”.

É isso!

Eliete de Oliveira, Consultora para profissionais em transição de Carreira

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