Um dos principais dilemas do brasileiro que deseja montar sua carteira de investimentos é como escolher os melhores ativos.

A falta de educação financeira da população e a própria insegurança comum aos investidores de primeira viagem costumam impedir que muitos possam usufruir das vantagens que o mercado financeiro tem a oferecer.

A questão é que, mais do que tentar achar o investimento perfeito para começar, o ideal é encontrar o parceiro adequado para isso.  

O maior perigo a um iniciante no mercado financeiro é querer fazer tudo sozinho. Ainda que seja possível graças ao avanço tecnológico do setor, o risco é elevado pela falta de conhecimento e de experiência.

Assim, em vez de investir de forma direta, uma alternativa viável é seguir por outro caminho: investir indiretamente com a alocação em fundos de investimentos. ,

Essa opção reúne recursos de um conjunto de investidores (os cotistas) para obter ganhos a partir de uma determinada carteira.

Em suma: a pessoa delega a um profissional a gestão do portfólio de investimentos, dando-lhe a responsabilidade de gerir seu dinheiro.  

Dois pontos explicam porque essa medida se revela interessante para os investidores. O primeiro deles é a possibilidade de contar com o apoio de grandes gestores do mercado, que antes eram acessíveis apenas por milionários, e agora estão disponíveis nas plataformas de investimentos com aplicações iniciais mais baixas.

A segunda questão é a facilidade de acessar ativos que são mais complexos de investir diretamente, como ações de empresas internacionais, moedas (dólar, euro…), metais (ouro, prata..), entre outros. 

E com os fundos, é possível diversificar seu patrimônio, com estratégias de renda fixa (como fundos DI, prefixados, de inflação e de crédito privado), fundos multimercados, fundos de ações, dólar, ouro, entre outros. 

Cada um deles tem nuances que devem estar alinhadas ao perfil do investidor. Existem fundos bons e ruins, baratos e caros, mais conservadores e mais arrojados, estratégias que ganham em diferentes cenários, portanto é importante analisar bem antes de investir ou conversar com seu assessor/consultor. 

Cenários onde os investimentos em fundos podem ser vantajosos: 

Para a chamada “reserva de emergência”, existem fundos Renda Fixa Simples, isentos de taxa de administração e com possibilidade de resgate no mesmo dia (D0), enquanto no investimento direto em Tesouro Selic é cobrada taxa de custódia de 0,25% ao ano pela B3 e a liquidez ocorre no dia útil seguinte ao da venda (D+1). 

Nos fundos de crédito privado é possível diversificar a carteira com títulos de diversos emissores e de diferentes vencimentos, portanto pode se reduzir os riscos, além de oferecer a possibilidade de resgate em prazos mais curtos (ex: 45 dias), enquanto o investimento direto em CRAs, CRIs, Debêntures, LCAs e LCIs podem reduzir a flexibilidade da carteira ao manter os recursos presos por um longo período. 

O investimento em fundos multimercados também é interessante para uma parcela da carteira, uma vez que os gestores conseguem realizar investimentos mais sofisticados e não acessíveis ao investidor pessoa física comum.

Esses fundos podem acessar oportunidades no mundo inteiro, nos mercados de Bolsa, câmbio e juros. 

No investimento em ações: quando você possui pouco conhecimento ou recursos para diversificar sua carteira com várias ações de empresas e setores diferentes, investir em um fundo pode reduzir seus riscos, além de contar com a gestão de um profissional para a escolha dos papéis para a carteira. 

Dólar e Ouro: é importante sempre ter uma parte do seu dinheiro em ativos que servem como proteções (hedge) para a carteira.

A moeda americana tende a se valorizar frente ao real em cenários desfavoráveis para a economia brasileira.

E o ouro tende a se apreciar em crises globais e quando há muita impressão de dinheiro. Uma vez que não sabemos quando um evento negativo poderá ocorrer, incluir seguros no portfólio permite ao investidor ter uma posição maior em ativos de risco. 

Como em outros setores, a melhor forma de obter sucesso, principalmente quem está começando, é encontrar parceiros e profissionais que possam auxiliar nesta caminhada.

Os fundos de investimentos exercem muito bem esse papel para os investidores iniciantes.

Por meio deles, é possível potencializar seu patrimônio e ganhar expertise antes de buscar um voo solo. 

Por Walter Poladian, CFP® é planejador financeiro e sócio-fundador da Fliper, plataforma de consolidação automática de investimentos