Grande parte das empresas estão atravessando um momento de grande preocupação e busca de alternativas para sobreviver.

Dentre essas alternativas um importante passo é um olhar atento aos ativos das empresas, que são os bens que elas possuem e que podem ser monetizados, podendo ser representados por vários pontos, como dinheiro em caixa, maquinário, móveis, imóveis, estoques de mercadoria e créditos e recebíveis.

Segundo Fernando Mello, diretor da Saraf Gestão Patrimonial, esse pode ser um caminho para estratégias financeiras.

Ponto importante é que no final deste período de crise, a maioria das empresas poderão ter grandes variações em suas demonstrações financeiras.

Em relação ao controle de ativos, Fernando Mello preparou algumas orientações para um primeiro momento:

• Se você planejou o inventário de ativos para este ano, reveja o cronograma. Existem formas de iniciar o trabalho, mesmo remotamente;

• Continue monitorando as movimentações de ativos, aquisições, transferências e baixas, adequando os processos ao momento atual;

• Mapeie os trabalhos que necessitam de atividade em campo, faça um planejamento para realizá-lo;

• Busque tecnologias para te ajudar a atingir os resultados que você busca.

Quem faz a gestão patrimonial precisa estar atento a todos os eventos para que possa reportar de forma transparente e segura.

Veja alertas para que as empresas se preparem para o pior dos cenários:

• Observe se algum departamento será desativado. É possível que a demanda por produtos ou serviços ofertados pela empresa que trabalha diminua;

• Faça um levantamento dos ativos que já estão em desuso e que podem ser vendidos, pode ser uma oportunidade de gerar receita. Alguns segmentos terão aumentos de demanda;

• Crie estratégias para o estoque;

• Prepare sua empresa para realizar o Teste de Recuperabilidade dos ativos (Impairment Test). No fechamento anual de balanço será necessário reportar se a empresa teve desvalorização ou não de seus ativos.

Como se observa, a gestão de ativos afetará diretamente o seu negócio para decisões estratégicas e nas demonstrações contábeis, que por sua vez serão utilizadas para fim de obtenção de créditos ou de planejamento tributário.

Estar preparado é o caminho para ser menos impactado.

Por Fernando Mello, diretor da Saraf Gestão Patrimonial