Com o avanço cada vez maior da tecnologia e da inovação, é impossível falar de e-commerce sem associá-lo à uma operação logística factível.

E isso tem que estar, obrigatoriamente, nos holofotes das grandes empresas, já que dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico apontam que, para 2020, a expectativa é de que o comércio eletrônico fature R$ 106 bilhões, um marco para esse setor tão pujante e que movimenta em torno de 342 milhões de pedidos. 

Nos últimos anos, o setor de logística, com destaque para os operadores logísticos, tem se transformado para acompanhar o dinamismo do e-commerce e as constantes mudanças, principalmente, no que diz respeito às soluções tecnológicas e inovadoras.

Isso tudo para atender ao novo tipo de consumidor, revendo os modelos de distribuição e da malha logística.

Esse cenário se intensificou ainda mais e passou por uma rápida transformação digital reflexo da COVID-19, que acelerou negócios e fez com que empresas até então majoritariamente atuantes no B2B mudassem a estratégia comercial e se aproximassem rapidamente dos consumidores, passando a atuar no setor B2C. 

Empresas do segmento logístico têm se preparado cada vez mais desenvolvendo soluções multicanais que envolvem a preparação para o varejo e o comércio eletrônico, controle e qualidade dos produtos, embalagem, personalização de pedidos, soluções de transporte, bem como a gestão de devoluções. 

Muitas vezes, as companhias encontram desafios para administrar suas cadeias logísticas e acompanhar o crescimento do e-commerce.

Os principais problemas verificados nesse aspecto envolvem canais de distribuição e tempo de resposta dos processos.

A sazonalidade é um desafio muito grande, ou seja, períodos de maior demanda como Páscoa, Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal.

Para driblar essa questão, os operadores logísticos desenvolvem operações multiclientes, conseguindo assim absorver muito mais variações do que um centro de distribuição dedicado, disponibilizando informação em tempo real e visibilidade total dos processos. 

O desenvolvimento de plataformas híbridas para atender o comércio eletrônico tanto no B2B como no B2C é uma das inúmeras soluções desenvolvidas por empresas que atuam com armazenagem e supply chain.

Após um período de invisibilidade, a logística tem se tornado um parceiro comercial importante, principalmente, para o e-commerce.

Ao fazer decisões de compras online, os consumidores consideram as condições de entrega e devolução dos pedidos, ainda mais agora, com o aumento enorme do comércio virtual, reflexo do isolamento social imposto pelo novo coronavírus.

Eles querem receber com cada vez mais velocidade e agilidade. Sendo assim, a logística eficiente ajuda a criar a lealdade dos compradores.

Inversamente, atrasos ou erros logísticos podem prejudicar consideravelmente a reputação de um revendedor ou fabricante. 

A automação e a transformação digital são fatores primordiais para as empresas que atuam no segmento de logística.

Os operadores têm buscado de forma incessante mais tecnologia e modernização para aumentar a produtividade.

O avanço da digitalização das atividades e dos processos, investimentos na robotização e no gerenciamento da distribuição são primordiais para acompanhar o crescimento desse mercado. 

Diante do novo comportamento de compra do consumidor, é inegável que o e-commerce veio para ficar.

Todos os elos da cadeia logística precisam estar atentos em oferecer serviços cada vez mais customizados e estruturados para atender às necessidades desse segmento tão importante da economia. 

Por Ronaldo Fernandes da Silva é presidente da FM Logistic do Brasil