Matérias da faculdade que podem ajudar nos investimentos

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Você já pensou que é possível aproveitar os tempos de estudo na faculdade para, também, começar a entender melhor sobre investimentos e como tudo isso funciona? Há diversos cursos de graduação que contam com disciplinas que vão dar uma base teórica para que os estudantes comecem a entender como funciona esse universo.

Alunos de faculdades de Administração, Ciências Contábeis, Economia e de Engenharia se deparam ao longo dos semestres com matérias que apresentam conceitos que são aplicados no dia a dia do mercado financeiro.

Aprender essa aplicação teórica pode ser o primeiro passo para se inserir com mais conhecimento e confiança nesse cenário.

Em 2020, o maior interesse dos brasileiros pelo tema “investimentos” teve reflexo nas redes sociais, nos maiores veículos de comunicação e, principalmente, na bolsa de valores do país.

A B3 teve um crescimento recorde de 93% de investidores pessoas físicas inscritos em relação ao ano anterior, 2019.

Apesar desse nítido crescimento de interesse, o número ainda não é dos maiores em relação ao total da população do Brasil. Apenas cerca de 3,2 milhões de brasileiros têm CPF cadastrados na B3.

Um dos principais fatores desse número pequeno em relação à população nacional é a falta de educação financeira, que causa um medo de investir no brasileiro.

Para resolver esse problema de falta de conhecimento, cada vez mais as pessoas buscam por cursos para começar a entender como isso funciona e dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.

O caminho pode parecer longo, mas estudantes que tiveram aulas de algumas matérias específicas na faculdade estão mais propensos a ter mais facilidade na hora de aprender a investir o dinheiro.

Se você está na faculdade, já se formou ou ainda está no processo dos testes vocacionais para escolher o que estudar, vale ficar atento em algumas disciplinas específicas muito comuns em alguns cursos, principalmente aqueles que contam com as matérias de Estatística e Probabilidade na grade curricular.

“As medidas de centralidade, por exemplo a média, e as medidas de dispersão, como desvio-padrão e coeficiente de variação, são ferramentas da estatística que podem ajudar a medir o risco e retorno de um determinado ativo”, explica Jorge Alberto Santos, da plataforma Responde Aí.

Saiba mais sobre esses conceitos que podem ser aplicados na prática do mercado financeiro.

designed by @nicedream30 / freepik
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Medidas de Centralidade

Há três tipos de medidas de centralidade: Média Aritmética, Mediana e Moda. Usar a Média, principalmente, é uma ferramenta que possibilita calcular o retorno médio de um ativo.

Utilizando esses conceitos, é possível calcular o retorno esperado de um investimento, baseando-se em retornos obtidos anteriormente com esse ativo dentro de um determinado período.

Vamos supor que uma ação trouxe, através da sua valorização e dividendos, os seguintes resultados para um investidor, nos últimos 3 anos: 10%, 6% e 8% de rentabilidade em cada ano.

Assim, é possível calcular o retorno esperado do investimento em um ano baseado no histórico de rendimentos da ação. Nesse exemplo, o cálculo da média é esse:

  • (10% + 6% + 8%)/3 = 8%

Medidas de Dispersão

As medidas de dispersão são usadas para encontrar como os valores da amostra variaram em relação à sua média ou outra medida de centralidade. Usando o conceito de Desvio Padrão, é possível avaliar a variação desses retornos ao longo do período.

Com o cálculo dessa volatilidade, é possível identificar o risco de um investimento.

O Desvio Padrão e o risco de uma ação são proporcionais, ou seja, quanto maior o desvio, maiores também são as chances de variação para cima ou para baixo de uma ação.

Consequentemente, maior é o risco daquele investimento. No exemplo citado acima, o desvio seria de 2%.

Coeficiente de Variação

Depois de obter a Média e o Desvio Padrão de uma ação, é possível calcular também seu Coeficiente de Variação.

Ele nada mais é que a razão entre o Desvio Padrão e a Média. Com esse coeficiente, é possível analisar a consistência e o risco desse investimento ao longo do tempo.

No caso do exemplo usado anteriormente, o cálculo desse coeficiente seria esse:

  • 2%/8% = 0,25.

É importante saber que, quanto maior o valor do coeficiente, maior é o risco, já que um alto valor representa uma grande dispersão dos rendimentos do ativo.