O MPE (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito civil para apurar a suspeita de que a gestão do prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), tenha direcionado contrato com empresas para prestar serviços em órgãos públicos em troca da exigência de apoio político. Os supostos direcionamentos ocorreram no primeiro semestre de 2013 e envolvem contratos superiores a R$ 1 milhão.

De acordo com a denúncia que originou as investigações, havia um “esquema” envolvendo o ex-prefeito e um contador que estaria montando diversas empresas para apoiar o peemedebista, em troca de contratos com o município. Uma das empresas que teria sido beneficiada é a WL Silva, cujo nome fantasia é Capitólio Produtos e Serviços.

As licitações direcionadas pertenciam ao DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Várzea Grande como por exemplo uma que tinha por objeto a futura aquisição de material hidráulico para manutenção das redes existentes de água. O pregão foi dividido em três lotes, e um dos lotes já tinha ganhador acertado.

Conforme a denúncia, a empresa WL da Silva & Cia Ltda – ME de propriedade de Natalia Rita de Carvalho e Willian Luiz da Silva, cujo nome fantasia é Capitólio Produtos e Serviços, era a carta marcada da vez. Conforme registro na Junta Comercial do Estado (Jucemat) e Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral, a empresa foi aberta em 20 de agosto de 2012 com endereço na Avenida Gonçalo Botelho de Campos, 2825, no bairro Cristo Rei.

Porém, no local funciona uma empresa de contabilidade denominada Organização Contábil Paulista. A suspeita é de que a WL da Silva & Cia seja uma empresa de “fachada” e não possui estoque de materiais para atender o DAE.

Se eventualmente ficar comprovada alguma responsabilidade, o prefeito cassado Walace Guimarães e sua equipe administrativa poderão responder na Justiça por improbidade administrativa. Ele também pode responder ações criminais. (Com Folhamax-MT)

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