O Contador e a era digital

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Os avanços tecnológicos surgidos nas últimas décadas vêm causando grandes impactos na vida de cada indivíduo. No meio pessoal, acadêmico e social, a tecnologia implementada e inserida em nossas vidas oferece, compulsoriamente, uma dependência cada vez mais significativa.

De maneira unânime as profissões e os profissionais foram e continuam sendo obrigados, cada vez mais, a se adequar a cada inovação tecnológica introduzida no desenvolvimento eficaz dos trabalhos desenvolvidos. Na ciência da riqueza – a contabilidade –, não poderia ser diferente. O contador, profissional responsável pela escrituração de fatos que alteram o patrimônio, pela interpretação dessas informações e pelo precioso diagnóstico de avaliação operacional das entidades, também teve que se adequar à nova realidade imposta a sua profissão.

Desde a implementação dos mais diversos softwares, utilizados para o registro das informações, aos mais minuciosos relatórios apresentados por cada um, o desenvolvimento do trabalho contábil vem passando por significativas modificações.

Atualmente, o profissional contábil que opte pela iniciativa privada, seja como autônomo ou não, deve se preparar para a convivência rotineira com o mundo digital. O fisco, principal companheiro de cada contabilista, tem usufruído ao máximo dos recursos disponibilizados pela era informatizada. O resultado disso se nota na criação de departamentos institucionais, implantados em grandes empresas, que se dedicam única e exclusivamente a elaboração de obrigações acessórias. Com a criação do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, a responsabilidade dos contadores vem se elevando gradativamente, a cada dia.

Em tempos não muitos distantes a presença física do fisco nas empresas já causava grandes agitações, porém, isso não era de práxis. Hoje, diferentemente, a todo instante os órgãos fiscalizadores, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, estão presentes em todas as operações desenvolvidas.

A atribuição desse cenário atual, como explicado anteriormente, se deve ao simples fato da efetividade da era digital. Há aqueles que preferiram abrir mão de se atualizarem as necessidades impostas pelo novo cenário contábil. Optaram por terceirizarem, por escolherem seus clientes ou até mesmo por desistir desta que, a meu ver, é a melhor e a mais prazerosa de todas as profissões. Independentemente da decisão escolhida, cada profissional deve ter noção do impacto ocasionado.

Para um trabalho produtivo e efetivo se faz necessário a especialização e a dedicação pela temática. Os resultados e o desenvolvimento de cada entidade podem ou não ser comprometido com a falta ou má elaboração de cada obrigação acessória! Mudanças estão presentes a todo instante, principalmente em um país onde o sistema tributário parece nunca estar sendo eficiente para suprir as despesas inseridas no orçamento público.

Coube ao contador – há quem discorde –, a responsabilidade de apurar e apresentar ao fisco os resultados e o percurso desenvolvido para tal em cada tributo, via digital. Diante da questão exposta neste artigo, cabe relembrar a frase de um autor do passado que, logicamente, se faz presente em nosso cotidiano: “As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças “.

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