O crédito disponível no setor bancário não é facilmente acessível às pequenas e médias empresas nesta fase de retomada da economia.

Após seis meses de pandemia, e num momento estratégico para a continuidade ou não de inúmeras empresas, a concessão de crédito no Brasil torna-se uma necessidade ainda maior.

Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), as micro e pequenas empresas representam cerca de 99% dos negócios registrados.

São 12 milhões de pessoas jurídicas em atividade.

O impacto econômico dos pequenos negócios é fundamental também na geração de empregos: 54% da mão de obra com carteira assinada, no Brasil, está trabalhando numa micro ou pequena empresa.

As autoridades brasileiras reconhecem que nem 20% dos recursos oficiais disponibilizados para o socorro às PMEs nos últimos seis meses chegou ao seu destinatário.

Faltam principalmente garantias reais para convencer os bancos a conceder empréstimos.

Em geral, o sistema financeiro prioriza emprestar dinheiro para quem não precisa.

As empresas com maiores necessidades, e tempo exíguo para receber socorro, encontram uma maratona de obstáculos na obtenção de empréstimos.

O mercado financeiro disponibiliza uma alternativa ainda pouco conhecida entre as pequenas e médicas empresas.

coronavoucher

Assim como surgiu um modelo de mediação e arbitragem como alternativa ao Poder Judiciário na resolução de conflitos, já há no Brasil oferta de crédito disponível fora do sistema financeiro tradicional.

Regulados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os fundos de crédito são uma alternativa bastante viável para o atual momento.

Essa alternativa, disponível há cerca de 15 anos no mercado, tem sido bastante utilizada por empresas dos segmentos da indústria, dos serviços e o setor atacadista.

As garantias ofertadas por quem busca créditos são seus próprios recebíveis.

A burocracia na análise do cadastro é bem menor, em comparação ao sistema financeiro tradicional. 

Com o crescimento das vendas on line, que já vinham ascendentes mesmo antes da pandemia, e sua aceleração nos últimos meses decorrente do distanciamento social, fundos de crédito estão revisitando paradigmas para incluir também o setor de varejo nessa modalidade de socorro financeiro.

Fundos de crédito, neste momento de crise, podem ser a alternativa para que pequenos negócios ganhem fôlego e sigam abertos nestes tempos de retomada econômica.

Por: Rodrigo Mussolino, CEO da MokaPay, expert em gerenciamento de ativos e risco de crédito e investidor-anjo