Profissionais autônomos podem pagar mais imposto pelo Simples

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Desde 1 de janeiro, autônomos como médicos, advogados, dentistas e engenheiros podem aderir ao Supersimples, ou Simples Nacional. Até dezembro de 2014, eles eram tributados pelo , que gera oito carnês independentes. Mas, embora o regime unificado de tributação elimine boa parte da burocracia, a opção nem sempre é vantajosa para o empreendedor.

O pedido de adesão poderá ser feito até 31 de janeiro. Ao todo, 142 atividades foram incluídas no , quando foi alterada a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em agosto de 2014. A inclusão foi feita em anexos da lei (documento com a tabela dos ), que vão do 1 ao 6, e determinam as alíquotas a serem cobradas.

Algumas atividades foram diretamente beneficiadas pela medida, como advogados (incluídos no Anexo 4, poderão pagar impostos com taxas entre 4,5% e 16,85% conforme faturamento), bem como fisioterapeutas e corretores (incluídos no Anexo 3, com alíquotas de 6% a 17,42%), por exemplo.

Já médicos, dentistas, arquitetos e engenheiros, que serão tributados pelo Anexo 6, vão pagar entre 16,93% e 22,45%. Estes precisam ter cautela e fazer muita conta antes de optar pelo Supersimples, segundo o diretor tributário da empresa de Confirp, Welinton Mota.

Não é poível generalizar, diz ele, pois cada empresa tem números particulares. Mas a adesão ao Simples não é vantajosa para muitas atividades enquadradas no Anexo 6. “São negócios como consultorias, laboratórios e outros serviços com baixa e que, pelo Simples, acabariam pagando uma tributação mais alta”, diz Mota.

Conta depende da e do faturamento anual
A consultora do Sebrae-SP Sandra Fiorentini avalia que a conta depende, principalmente, da e do faturamento anual do empreendedor. Quanto mais próximo do teto de R$ 3,6 milhões anuais for o faturamento, maior será a alíquota pelo Simples. E, quanto maior for a , maior será a alíquota pelo .

Cabe a cada empresa fazer simulações para saber qual regime é mais vantajoso. De forma geral, para quem tem uma alta, em torno de 25% dos gastos da empresa, o Simples pode ser a melhor opção, diz Fiorentini. “Para ees serviços, vale a ideia de que quanto mais funcionários registrados, menos impostos se paga no Simples.”

Mas, caso a represente parcela baixa dos gastos e o faturamento for alto, pode ser mais intereante manter a tributação pelo .

Para ajudar nea decisão, o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) fez uma calculadora que simula os impostos pagos nos diferentes regimes de tributação: Simples, e . Baixe ea planilha em https://zip.net/bmpdqC. A calculadora está disponível no site do IBPT com mais informações sobre o aunto (https://zip.net/bhpdDL).

No entanto, é importante se atentar a um detalhe: “pelo Simples, ees têm todos os reunidos, mas a contribuição previdenciária patronal é recolhida separadamente. Por o tem ea alíquota que parece menor porque recolhe a guia de separada. Nee caso, vale o cálculo da contribuição somado aos impostos para só aim ver qual a melhor opção de tributação.”

Mota, da Confip, aconselha que, caso a diferença entre a opção pelo Simples e pelo fique levemente mais alta, ainda pode valer a pena optar pelo regime de tributação unificado. “Vale a facilidade do Simples. Por o, caso a diferença seja inferior a R$ 1.000 por mês, vale a pena optar por ele”.

Além da inclusão dees serviços, a lei complementar 147 cria o cadastro único para as micro e pequenas empresas, que deve entrar em vigor até março do ano que vem. A mudança elimina a neceidade da inscrição estadual e municipal, e deve colaborar para a redução da abertura e fechamento das empresas. (Com informações do UOL)

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