Qual o novo perfil do consumidor de e-commerce?

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Não há dúvidas de que a pandemia do novo coronavírus mudou a rotina das pessoas por todo o mundo.

Um dos maiores impactos foi o crescente interesse por e-commerces e produtos digitais, uma vez que, por muitos meses, não foi possível consumir em lojas físicas.

Estudo realizado pelo Movimento Compre&Confie, publicado no portal E-commerce Brasil, indica que, no primeiro mês de quarentena, o comércio digital do país cresceu mais de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior, faturando R$ 9,4 bilhões.

Entretanto, sete meses depois do início da pandemia no Brasil, é possível perceber que o consumidor está mais cauteloso com suas compras. 

Pesquisa do Centro de Estudos de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que, durante a quarentena, o brasileiro teve uma queda média de 20% de sua renda. Por isso, frear compras impulsivas em e-commerces não foi apenas uma decisão estratégica, como necessária para muitas famílias.

“No começo da pandemia, percebi um aumento de gastos com produtos desnecessários. Mas agora, estou me reorganizando para só comprar o que realmente preciso”, considera o social media de 22 anos, Tito Guedes, que no primeiro semestre do ano realizou compras impulsivas de livros e roupas.

Comprar produtos de qualidade, mas com bons preços, ganham prioridade nessa nova fase. A tendência é que os consumidores pesquisem mais sobre a mercadoria, fazendo comparação entre itens e marcas, a fim de encontrar o melhor custo-benefício.  

Sites de comparação entre produtos

“Busco por produtos de qualidade no melhor preço possível, mas nem sempre é fácil. Há muitos detalhes para analisar e às vezes sinto que não estou fazendo a melhor compra que poderia”, analisa a estudante de Direito, Manuela Almada.

Recentemente, ela comprou um laptop, após dias de pesquisas em diferentes sites de eletrônicos. 

Em lojas virtuais, a busca pelo melhor preço pode ser mais rápida, já que o cliente consegue comparar os valores com apenas alguns cliques. Porém, ao mesmo tempo, há uma variedade muito maior de produtos, com diversas informações a serem analisadas.

Sites de comparação de produtos e preços, como o Pesquisei, Comprei, são ferramentas interessantes para começar. Sem ligação com marcas ou empresas, o propósito desse tipo de serviço é apontar quais as melhores opções disponíveis no mercado, dentro do perfil do comprador. 

Esses portais analisam preços disponíveis no mercado; avaliações honestas de clientes; detalhes técnicos; vídeos de reviews de diferentes consumidores; pontos fortes e fracos de cada produto.

Assim, o cliente pode achar o que precisa em um só lugar, ganhando tempo e praticidade na busca por um consumo mais consciente.

Busca pelo melhor produto na prática

Com a chegada do regime de home office para muitas empresas, houve também maior interesse por produtos típicos de escritório.

Assim, para conseguirem trabalhar remotamente, diversos profissionais realizaram pesquisas em busca de mais informações sobre essas mercadorias. 

E a tendência continua, já que pesquisas de termos como “itens de home office”, “cadeira de escritório” e “melhor monitor para trabalho” atingiram picos no Google Trend entre os meses de julho e setembro.

No cenário específico de eletrônicos para trabalho, por exemplo, é preciso analisar muitas variáveis a fim de descobrir o monitor ideal para determinado consumidor.

Deve-se levar em conta tamanho, qualidade da imagem, velocidade do sistema e se há caixas de som embutidas, por exemplo.

Mais uma vez, sites de comparação são grandes facilitadores nesse momento. As informações expostas em um só lugar podem auxiliar quem deseja consumir com mais racionalidade, a fim de economizar durante a quarentena.