Reclamações contra o Pix quase dobram no trimestre, diz Banco Central

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O Pix caiu nas graças do brasileiro por ser um serviço rápido de transferência de dinheiro ou efetuar pagamentos. No entanto, há também diversas reclamações chegando até ao Banco Central (BC) de pessoas insatisfeitas com a ferramenta.

Os dados do Banco Central apontam para um crescimento de pouco mais de 99% na quantidade de reclamações do PIX na comparação entre o quarto trimestre do ano passado (ou o primeiro de existência da tecnologia que permite a transferência instantânea) e o primeiro trimestre de 2021.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em 2021, no primeiro trimestre, foram registrados 2.189 notificações contra 237 queixas do trimestre anterior, ou seja, de outubro a dezembro de 2020.

Um dos motivos para o aumento da reclamação é óbvio e até natural. Desde 2020, quando começou, no dia 16 de novembro, até agora, a quantidade de transferências do PIX não para de aumentar.

Segundo o Banco Central, no quarto trimestre do ano passado, foram realizadas mais de 377 milhões de transferências por meio da tecnologia. Em abril deste ano, o número de um único mês já era superior que a somatória dos quatro trimestres do ano passado: houve o registro de 478 milhões de transferências, com pouco mais de R$ 307 milhões transferidos.

As queixas contra o PIX

Uma das queixas é quando o consumidor não consegue transferir o dinheiro através do PIX, o BC define o problema como “iniciação”. Nesse caso, o problema poderia ser com uma chave de segurança ou poderia ser uma fraude – uma pessoa usando a identidade de outra pessoa, por exemplo.

As principais reclamações são a respeito justamente a iniciação do PIX com 1.192 queixas. Outra queixa são os problemas na liquidação (conclusão do pagamento) aparecem em décimo, com 516 notificações.

O Banco Central também informou que outro descontentamento com o PIX por parte do consumidor é referente a problemas com a experiência do cliente, que está na 22ª colocação no número de queixas no ranking do Banco. Pouco abaixo, na 24ª colocação, estão os problemas com as chaves: 215 queixas.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil