Reprodução/ Washington Post
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Era uma tarde de sábado no Superior Tribunal de Justiça de Washington quando Alfred Postell, diagnosticado com esquizofrenia e acusado de dormir ao lado de um prédio de escritórios no centro da cidade, ficou perante o juiz Thomas Motley. As informações são do Washington Post.

O cabelo grisalho e a barriga saliente se destacavam em Postell, assim como sua barba emaranhada. “Você tem o direito de permanecer em silêncio”, disse um funcionário do tribunal. “Tudo o que disser, exceto para o seu advogado, pode ser usado contra você.”

“Eu sou advogado”, respondeu o acusado. “Sou graduado pela Escola de Direito de Harvard em 1979.”


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A afirmação chamou a atenção do juiz, que também se formou em Harvard no mesmo ano. Ele reconheceu o acusado como seu colega de classe. “Eu me lembro de você”, disse o juiz. “Mas não tenho escolha”, acrescentou, antes de mandar Postell para a cadeia.

O sem teto tem três diplomas: um em contabilidade, um em economia e um em direito. Nascido em 1948, ele é filho único de uma mãe costureira e um pai que trabalhava instalando toldos.

No livro dos formandos de 1979 da Escola de Direito de Harvard há diversas figuras conhecidas nos Estados Unidos. Há o juiz da Suprema Corte, John Roberts. Ray Anderson, que mais tarde se tornou vice-presidente executivo de operações da principal liga de futebol americano do mundo, a NFL, também está lá. O juiz Thomas Motley aparece vestido de terno e gravata. E há Alfred Postell.

“Ele era brilhante e fazia perguntas introspectivas que chegavam ao fundo das questões levantadas nas aulas”, disse um ex-colega de sala. “Ele trabalhou muito duro e foi extremamente disciplinado”, afirmou outro homem.

LaTonya Sellers, parente de Postell, explicou como foi o surto psicótico que o afetou. “Ele estava vivendo uma vida rica. Então ele simplesmente, de repente, perdeu a linha. Ninguém sabe exatamente por que isso aconteceu. Ele perdeu todos os seus bens materiais. Tem sido uma loucura desde então.”

Mas ainda há esperança para Postell. A equipe de saúde mental do Green Door começou a trabalhar com ele, assim como a ONG Caminhos para a Habitação, que ajuda os sem-teto do país, além de sua mãe estar juntando dinheiro para tentar tirá-lo da rua. (Com portal R7)

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