Taxa Mínima de Atratividade: Conheça as características da TMA

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A Taxa Mínima de Atratividade (TMA), se trata de um índice especial aplicado sobre os juros durante a análise de qualquer investimento financeiro.

A atividade acontece por refletir um percentual mínimo esperado pelo retorno financeiro que uma aplicação deve proporcionar a determinado negócio. 

Isso acontece para evitar que se tenha um retorno inferior ao de poupança, o qual não exige nenhuma técnica especial para o rendimento, além do que, todo cuidado é necessário ao se tratar de dinheiro.

A TMA é o investimento mínimo atribuído a uma empresa que deseja obter um respaldo positivo através desta ação, o que também pode resultar na taxa máxima que se deseja ou pode pagar diante de um financiamento.

Ou seja, a TMA designa da maneira mais simples, o valor mínimo de retorno sobre um investimento (ROI), o real lucro obtido sobre determinado produto, serviço, equipamento ou operação realizada.

É esta taxa que mostrará se o novo projeto é vantajoso ou não.

Ainda assim, é necessário lembrar que a TMA pode ser variável, a depender de fatores internos e externos da empresa, como a taxa Selic, apetite ao risco da empresa, tempo de investimento, entre outros. 

Imagine que a empresa está em um impasse sobre adquirir ou não uma nova máquina.

Essa decisão deve ser tomada com base nos dados que apontam o real retorno que esse equipamento trará para o empreendimento.

Por exemplo, se a máquina custa R$ 100 mil e traz R$ 10 mil de retorno ao ano (10%), são necessários 10 anos para uma compensação simples dos gastos.

Entretanto, também é necessário considerar o custo de oportunidade do investimento em uma aplicação de baixo risco, como no caso de um Certificado de Depósito Bancário (CDB) a curto prazo, podendo promover um retorno próximo à Selic que atualmente é de 6,50%.

Custo de oportunidade: se trata de quanto retorno o investimento traria no caso de aplicações não analisados, como em fundos de investimentos e demais projetos.

Deve-se analisar as opções e identificar qual delas oferece maior resultado em potencial.

Risco de negócio: se refere aos ganhos de um projeto ou investimento que devem recompensar o risco inerente de uma nova ação.

Isso se deve porque, nem sempre o investimento promove uma garantia, de modo que, quanto maior o risco de um negócio, maior deve ser a expectativa de remuneração sobre o mesmo. 

Liquidez: é a capacidade ou velocidade de transição de determinadas posições no mercado a serem assumidas. 

Custo de Capital

Essa alternativa apresenta um conceito semelhante à TMA, ao representar uma taxa de retorno semelhante à esperada pelos empresários solicitantes do crédito que irá viabilizar o investimento no negócio.

O Custo Capital se trata do valor investido sem considerar os demais fatores impostos na Taxa Mínima de Atratividade.

É bastante comum seja oriundo do negócio próprio e de terceiros, requerendo a análise estrutural do capital da empresa, responsável por detalhar as diferentes expectativas dos financiadores, a fim de satisfazer todas elas.

Custo de Oportunidade

Durante o processo analítico para um investimento, deve-se considerar o resultado esperado e comparar às expectativas perante a aplicações em demais projetos de outras naturezas.

Feito isso, é possível obter uma base sobre o retorno obtido referente ao esforço e risco aplicados na operação. 

Ou seja, o custo de oportunidade significa o resultado do qual o empresário abre mão ao tomar fazer uma escolha.

Um exemplo pode ser apontado ao decidir a abrir uma loja com potencial de faturamento de 35% ao ano.

É possível comparar essa decisão junto ao Custo de Oportunidade de aplicação no índice Bovespa, contando com uma taxa média de rendimento sobre a Bolsa de Valores referente a 15% em 2018 e 26,9% em 2017. 

Relação entre os conceitos

A Taxa Mínima de Atratividade, o Custo Capital e o Custo de Oportunidade, se reunidos, auxiliam o empresário na tomada de decisões diante da análise do que realmente é viável para a empresa naquele momento.

A junção destes três conceitos dispõe sobre a consciência do real rendimento das finanças, além das oportunidades que foram e são deixadas de lado a todo momento. 

Vantagens sobre o cálculo da TMA

Essa taxa de expectativa atua justamente no entendimento mínimo do retorno necessário à empresa ao deixar de lado qualquer emoção que possa atrapalhar a decisão.

É comum se apagar a uma ideia e desejar que seja executado, entretanto nem sempre é possível obter um saldo positivo diante das possibilidades.

Portanto, toda ideia deve ser minuciosamente estudada de maneira que possa apresentar um resultado favorável diante do capital investido.

No que a TMA é baseada

A Taxa Mínima de Atratividade se baseia no resultado de investimento superior às despesas, além do custo de oportunidade de aplicar um título do Tesouro Direto, com rendimento similar à da Taxa Selic com risco zero.

Sendo assim, a TMA pode ser baseada nas principais taxas de juros aplicadas no mercado.

As mais influentes, são:

Taxa Básica Financeira – TBF

É utilizada na correção de valores e aplicações financeiras, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo, ao se basear no custo médio das operações financeiras do mercado.

O cálculo é realizado sobre os valores das CDBs e RDBs, com prefixos estipulados pelas instituições bancárias sobre o rendimento mensal, além de servir como base para a Taxa Referencial. 

Taxa Referencial – TR

Há tempos a TR desempenhou um papel semelhante ao da Taxa Selic.

Entretanto, hoje desempenha as funções de: remunerar investimentos de renda fixa como a poupança e o saldo do FGTS, bem como, atualizar os financiamentos imobiliários.

Em muitos casos, a Taxa Referencial não rende o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Taxa Mínima de Atratividade

Taxa de Longo Prazo – TLP

Essa alternativa entrou em vigor no ano de 2017, e define o rendimento mínimo esperado pelos empréstimos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Até 2022, a taxa deve ser equivalente ao rendimento no NTN-B (Tesouro IPCA +), um dos títulos da dívida pública emitido pelo Tesouro Nacional.

Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic

Essa taxa pode ser considerada a mais importante ao realizar qualquer investimento, por representar o valor do dinheiro no mercado, sendo basicamente denominado por juros.

Todos os investidores com renda fixa contam com a Selic para se basear nas aplicações a serem feitas, permitindo que saibam sobre os lucros e prejuízos. 

Desvantagens da Taxa Mínima de Atratividade – TMA

Apesar de poder ser extremamente positiva, é preciso lembrar que a TMA se trata de uma expectativa para um negócio, não sendo recomendado que a tomada de decisões seja baseada na mesma, esperando a garantia de 100 de segurança.

Por vezes é preciso correr riscos a curto prazo para obter resultados a longo prazo.

Ou seja, se a Taxa Mínima de Atratividade for entendida como uma “lei”, ela poderá dificultar o desenvolvimento dos investimentos da empresa, por poder ter uma baixa aceitação, além da possibilidade de gerar prejuízos. 

A TMA não deve ser a única a ser levada em consideração.

Toda empresa que se preze deve reservar um percentual de capital que poderá ser utilizado no investimento de projetos inovadores, logo, arriscados para manter a boa competitividade no mercado.

Essa taxa pode sofrer variações, como em um projeto que requer R$ 400 mil de investimento.

Neste caso, o montante pode ser aplicado em um título prefixado com rendimento de 14% ao ano, percentual que representa a TMA, sobre o custo de abrir mão dessa aplicação.

Por outro lado, se o investimento vier de algum credor, a taxa Selic poderá ser usada como base.

Além de ser aplicada com base nos índices de mercado, a TMA pode ser calculada sobre o Valor Presente Líquido (VPL) de um investimento, bem como, a rentabilidade do mesmo.

A fórmula financeira é utilizada na definição do valor presente em uma série de pagamentos futuros, descontando a TMA.

Isso acontece porque, a taxa recebida no futuro não corresponde ao mesmo montante aplicado no presente, de modo que o investimento será rentável se a VLP for maior que zero, sendo considerado negativo caso contrário.

Assim, a fórmula funciona da seguinte maneira:

FC = Fluxo de Caixa

TMA = Taxa Mínima de Atratividade

J = Período de cada fluxo de caixa

Imagine que um novo produto em desenvolvimento requer o investimento de R$ 200 mil, a expectativa de retorno é de:

  • – R$ 200.00 no ano zero
  • R$ 50.000 no primeiro ano
  • R$ 75.000 no segundo ano
  • R$ 96.000 no terceiro ano
  • R$ 82.000 no quarto ano

Caso o desconto da TMA seja de 10%, o retorno seria de:

  • R$ – R$ 200.000 no ano zero
  • R$ 45.000 no primeiro ano
  • R$ 61.983 no segundo ano
  • R$ 72.126 no terceiro ano
  • R$ 56.007 no quarto ano

Deste modo, é possível saber que a VLP do referido negócio é de R$ 35.571,34.

Ou seja, ao somar todo o rendimento descontado e subtrair pelo valor do investimento inicial, o resultado é o valor exposto acima.

O payback simples sem o desconto da TMA, ocorreu no segundo para o terceiro ano, e o ajustado, apenas do terceiro para o quarto ano.

TMA x Custo de Capital

Muitos administradores consideram o próprio custo de capital como a TMA a mais justa e esperada pelos financiadores do negócio, de modo que, a empresa pode bancar os projetos com capital próprio, de terceiros e reinvestimento de lucro.

Assim, o investimento poderia ser equivalente ao custo de capital, que é o justo.

No entanto, também é possível se arriscar com uma TMA inferior, quando se trata de reinvestimento de lucro.

É o caso em que a empresa pode se reinventar através do investimento de mais recursos em projetos que trarão somente retornos a longo prazo. 

Conclusão

A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é essencial para toda e qualquer empresa que deseja ser responsável na área de novos negócios, visando o retorno que os recursos podem trazer para a empresa.

Assim, é possível perceber se o investimento em projeto de expansão, novos equipamentos ou produtos realmente é viável, pois, a TMA não se baseia somente no custo de oportunidade, mas também, considera o risco e liquidez envolvidas no projeto.

Isso permite que o investir evite perder grande parte do capital próprio, ou inviabilizar os recursos em um único projeto, ação que já resultou no fracasso de muitas empresas que apostaram alto demais.

A preservação do negócio próprio leva o empresário a se fazer duas perguntas antes do investimento: quanto de lucro pode haver dentro de um a dois anos? Vale mais a pena deixar o dinheiro na poupança?

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