Os Deputados estão exigindo de Paulo Gudess (ministro da economia) a elevar a meta de gastos e pagar salários de funcionários de empresas privadas afetadas pelo coronavírus. Aprovada, a medida deverá valer pelos próximos três meses seguintes a pandemia de coronavírus. A idéia é a liberação do seguro-desemprego por até 90 dias, suspendendo temporariamente os contratos formais de trabalho em vigor.

Para pagar salários de funcionários de empresas afetadas pelo coronavírus, o Governo irá estourar o Orçamento

Antes que você possa imaginar que todas empresas serão beneficiadas por essa proposta, é bom perder a esperança, não serão todas as empresas que terão direito. O desejo é ajudar os setores mais prejudicados pela pandemia, entre elas: companhias aéreas, empresas de turismo, bares e restaurantes. Para que essa ajuda seja implantada, será necessário que duas mudanças sejam feitas na Consolidação das Leis do Trabalho -- CLT pelo Congresso e outra é a permissão para que o Governo Federal estoure o Orçamento. Em 2020, o Orçamento foi definido em R$ 124,1 bilhões. 

Mas esse valor do Orçamento pode ser extrapolado caso o Congresso aceite o pedido de estado de calamidade pública que deverá ser enviado pelo presidente Jair Bolsonaro.

A exemplo de Donald Trump (presidente dos EUA), Bolsonaro pretende criar uma espécie de “voucher coronavírus”. O voucher seria um benefício destinado principalmente aos trabalhadores informais prejudicados pelo Novo Coronavírus.

Muitos ministros querem que a medida de pagar os salários de empresas afetadas pelo Coronavírus e o “voucher coronavírus”, seja aceito pelo governo. Com a crise da pandemia, eles não querem perder os apoiadores.

Também o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia apoia tais medidas. Ele recentemente se declarou a favor de medidas como estourar o Orçamento de 2020 e do fechamento das fronteiras.